Polícia

Filho de policial matou amigo acidentalmente, diz delegado

A polícia ainda aguarda os exames de balística de duas armas para concluir o inquérito sobre a morte do jovem Italo Marcelo Nogueira, de 27 anos, que faleceu após ser atingido por um tiro de uma espingarda que estava com Guilherme Henrique Santana de Andrea, filho de um policial civil, no dia 4 de junho, durante […]

Arquivo Publicado em 13/07/2010, às 14h27

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A polícia ainda aguarda os exames de balística de duas armas para concluir o inquérito sobre a morte do jovem Italo Marcelo Nogueira, de 27 anos, que faleceu após ser atingido por um tiro de uma espingarda que estava com Guilherme Henrique Santana de Andrea, filho de um policial civil, no dia 4 de junho, durante uma festa na Vila Piratininga. Apesar de ainda não estar concluído, o delegado do 5º DP, Devair Aparecido Francisco, afirma que o inquérito apontará que o tiro que matou o jovem foi acidental.


Segundo informações do delegado, essa conclusão que apontará o inquérito é baseada no depoimentos de testemunhas que estavam na festa e afirmaram à polícia que o tiro que matou o examinador do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Ítalo Marcelo, foi acidental.


A conclusão de que o tiro foi acidental corrobora com a versão que Guilherme Henrique contou à polícia no dia 7 de junho. Na ocasião, ele disse que foi guardar a arma e que o disparo aconteceu depois que ele tentou desviar de um abraço da vítima.


Exames


De acordo com o delegado, os exames de balística estão sendo feitos pelo Instituto de Criminalística na espingarda, calibre 12, de onde saiu o tiro que matou Italo Marcelo, e em uma pistola que estava na posse do agente da Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico),  Pedro Wlademir de Andrea.


Segundo a polícia, durante a festa, o policial fez disparos de arma de fogo nos fundos da casa onde estava ocorrendo a festa. Segundo o delegado, o exame na espingarda é uma questão técnica e servirá para dar toda a certeza que o tiro que matou o jovem Ítalo Marcelo saiu realmente da espingarda, calibre 12.


Já o exame de balística na arma do policial civil poderá fazer com que o policial seja indiciado por disparo de arma de fogo. De acordo com o delegado, depois de receber os resultados dos exames, em um prazo de 7 dias, ele deve concluir o inquérito, o jovem Guilherme está sendo indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.


Jornal Midiamax