Polícia

Empresário é preso pela Decon por usar produtos vencidos em pizzaria em Campo Grande

Caso começou a ser desvendado a partir da investigação de suposta sonegação de impostos. Linguiça, presunto, frango e temperos foram encontrados em más condições de armazenamento na casa do empresário.

Arquivo Publicado em 25/10/2010, às 15h53

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Caso começou a ser desvendado a partir da investigação de suposta sonegação de impostos. Linguiça, presunto, frango e temperos foram encontrados em más condições de armazenamento na casa do empresário.

Policiais da 7ª Delegacia de Polícia e da Delegacia do Consumidor (Decon) junto com a Vigilância Sanitária interditaram nesta segunda-feira (25) uma pizzaria no bairro Coophatrabalho, em Campo Grande, após constatarem que havia produtos armazenados de forma irregular e com a validade vencida. O dono do estabelecimento, Rafael Demenek, foi detido em flagrante.


O caso começou a ser desvendado a partir da investigação de suposta sonegação de impostos. A denúncia era de que notas fiscais frias estavam sendo usadas no esquema. Agentes da 7ª DP cumpriram na manhã de hoje um mandado de busca na casa do empresário que fica na rua Quinheira, a uma quadra de distância da pizzaria.


Na casa, os policiais constataram que havia seis freezeres com produtos estragados, e que estavam sendo utilizados para produção de pizzas. Linguiça, presunto, frango e temperos em más condições de armazenamento.


A partir disso, foi acionada a Decon e os fiscais da Vigilância Sanitária Municipal, que comprovaram as irregularidades.


De acordo com o delegado titular da Decon, Adriano Garcia, os produtos não tem sequer condição de uso na alimentação animal, e a carga será levada por agentes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para descarte em aterro sanitário. Mais de 1 tonelada de alimentos devem ser apreendidos, segundo o delegado.


A falta de higiene na casa do proprietário era flagrante. Além do mau-cheiro, havia produtos espalhados pelo chão e em freezeres abertos. Em um dos casos, a linguiça estava vencida desde 12 de setembro.


À polícia, Rafael informou que comprava os produtos com datas próximas ao vencimento, para usar na pizzaria. Ele não revelou quais eram seus fornecedores.


Rafael deve responder por crime contra as relações de consumo, com pena que varia de dois a cinco anos de prisão. O empresário também terá de explicar a posse irregular de um revólver calibre 38, encontrado em um cofre de sua casa.

Jornal Midiamax