Opinião

A economia vence a ideologia

No momento em que as democracias, num movimento mundial, preferiram dar maior importância aos avanços econômicos, que se refletem diretamente na qualidade de vida da população em geral, o debate ideológico foi perdendo terreno. No entanto, ainda sobrevivem aqueles mais hábeis na demagogia e no uso de recursos para adiar o encontro com a realidade. Os países […]

Éser Cáceres Publicado em 31/07/2019, às 10h20

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A economia vence a ideologia
Aristóteles Drummond

No momento em que as democracias, num movimento mundial, preferiram dar maior importância aos avanços econômicos, que se refletem diretamente na qualidade de vida da população em geral, o debate ideológico foi perdendo terreno. No entanto, ainda sobrevivem aqueles mais hábeis na demagogia e no uso de recursos para adiar o encontro com a realidade.

Os países que têm votado à direita não são dominados pela direita; esta é apenas o caminho natural dos que acreditam no capitalismo, na livre empresa, na atração de investidores em mundo cada vez mais competitivo, proporcionando empregos e, quando possível, bons empregos.

No capitalismo, o interesse pelos bons salários costuma ter uma origem mais forte do que o discurso socialista, que é meramente eleitoreiro. O capitalista quer ver mais gente ganhando bem, para vender mais seus produtos e seus serviços. Nada pode interessar mais a um banqueiro que uma sociedade em crescimento, pois o bom assalariado poupa no banco e, quando toma emprestado, paga. Esta é a realidade que faz com que o presidente Bolsonaro seja tão diferente do deputado Bolsonaro. E sua coragem de não perseverar no erro é que lhe levou à Presidência da República, com 59 milhões de votos.

O derretimento do PT e coligados, na verdade, não se deve a roubalheira, conhecida e revelada semanalmente nos desdobramentos da Lava-Jato e outras operações de combate à corrupção. O que pesou mesmo na decepção popular, da sociedade em geral, foi a quebra do país, o fechamento de fábricas, o desemprego recorde, a falência dos serviços de saúde e o abuso político do ensino.  Também a percepção de uma cobertura dos governos PT na negação de valores que fazem a cultura e a tradição do povo, como a família, a ordem e o respeito.

O país se sustenta, hoje, pelo agronegócio e a mineração, com bons preços e a quase autossuficiência de petróleo. A reforma da Previdência, que parece bem encaminhada, a tributária, que vem a seguir, e o complemento da trabalhista vão abrir os caminhos da recuperação econômica.

Investir nas obras abandonadas ou interditadas pelo radicalismo ambiental vai dar suporte ao crescimento da economia e do emprego. Assim como um grande projeto de formação de mão de obra qualificada, que é hoje o mais importante ponto fraco de nossa economia.

Basta se observar que, atualmente, os líderes de ontem não são nem lembrados. E aqueles que sobreviveram com mandato vivem no ostracismo pela falta do que dizer, do que explicar.

Não se briga com a realidade, como gostam de fazer os chamados cientistas políticos elitistas, que não sabem o que é nem o que pensa o povo.

O povo quer resultados e não mais conversa fiada.

Aristóteles Drummond
Escritor e Articulista

Jornal Midiamax