A ex-prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum, da coligação de centro-esquerda Vamos Continuar a Fazer História, é a primeira mulher eleita presidente do México, com ampla vantagem sobre a segunda colocada, a ex-senadora de centro-direita Xóchitl Galvez.

O último boletim da Instituto Nacional Eleitoral (INE), com mais de 74% dos votos apurados, mostra uma vantagem de 58,4% para a candidata oficialista contra 28,5% da opositora.

O partido Morena e seus aliados devem ainda ficar com o governo de ao menos 7 dos nove estados que estavam em disputa neste domingo.

Além disso, as forças que governam o México, encabeçadas pelo Morena, devem ao menos se aproximar de uma maioria qualificada no Congresso, uma vez que as projeções mostram uma possibilidade de conquistar cerca de 80 cadeiras no Senado e mais de 350 na Câmara, incluindo os parlamentares que devem ser eleitos pelo PT e pelo Partido Verde, que fazem parte da coligação.

Essa vantagem facilitaria uma reforma na Constituição, que vem sendo defendida e buscada pelo presidente Andrés Manuel López Obrador – conhecido como AMLO – nos últimos anos.

“Pela primeira vez nos 200 anos da república, serei a primeira mulher presidente do México”, disse Sheinbaum a apoiadores, sob fortes aplausos de “presidente, presidente”, informaram agências de notícias no exterior.

O presidente AMLO celebrou a vitória nos primeiros minutos desta segunda-feira (3) e disse estar muito feliz pela vitória da candidata oficial Claudia Sheinbaum com uma larga margem.

“Confesso que estou muito feliz, orgulhoso de ser presidente de um povo exemplar, o povo do México. O dia da eleição mostrou que é um povo, o nosso muito politizado, um povo com vocação democrática”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.