Pequim-2022 realiza cerimônia de abertura rápida e simples no Ninho de Pássaro

Zhang Yimou prometeu um show "totalmente inovador" desta vez
| 04/02/2022
- 14:18
Pequim-2022 realiza cerimônia de abertura rápida e simples no Ninho de Pássaro
Foto:Reprodução

A cerimônia de abertura de Pequim-2022 foi realizada oficialmente nesta sexta-feira, tornando a capital da a primeira cidade a organizar os Jogos de Verão (2008) e de Inverno, um marco na história olímpica, apesar de um contexto complicado, entre covid-19, tensões diplomáticas e algumas polêmicas. O incrível Estádio Nacional de Pequim, mais conhecido pelo apelido de "Ninho de Pássaro", usado na Olimpíada de 2008, abrigou o brilho da cerimônia de abertura dos Jogos, com imagens impressionantes e o desfile de todas as delegações. Há quatorze anos, este espetáculo foi idealizado pelo diretor chinês Zhang Yimou, autor em 2008 de uma festa patriótica esplêndida e colorida, com 14.000 figurantes, dançarinos e acrobatas, sob uma profusão de fogos de artifício e efeitos especiais.

Zhang Yimou prometeu um show "totalmente inovador" desta vez, reconhecendo que teve de levar em conta as temperaturas frias (-6°C anunciado) e a ameaça epidêmica de conceber sua cerimônia, que desta vez reuniu apenas 3.000 artistas, com uma grande maioria de adolescentes e sem público nas arquibancadas, tornando o Ninho um vazio imenso, bem diferente do que se viu em Pequim em 2008.

Como manda a tradição, a vigésima quarta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno da história só começará oficialmente quando o presidente chinês Xi Jinping os declarar "aberto", segundo a fórmula decidida para o evento. É uma tradição dos Jogos. O resto, desde a cerimônia até à identidade do último revezamento da chama que acenderá a pira olímpica, foi protegido como segredo de Estado, visto somente na festa.

"O período é diferente. Nosso conceito é simples, seguro e esplêndido", disse Zhang Yimou. Com a pandemia, mesma praga que tirou muito do brilho dos Jogos de Tóquio, no ano passado, a cerimônia foi rápida e não teve características de uma grande festa, embora os chineses tenham se empenhado em fazer uma bonita cerimônia, bastante colorida.

Os atletas estão confinados a uma bolha sanitária e submetidos a controles diários de PCR. Como Pequim aplica uma estratégia de zero covid-19, nenhum contato com a população está autorizado. As arquibancadas dos locais de competição estarão parcialmente usadas, mas apenas por convidados, que devem respeitar as distâncias sociais. Entre os espectadores da cerimônia de abertura, boicotada por vários países ocidentais com os Estados Unidos na liderança para denunciar violações de direitos humanos na China, a presença de dezenas de líderes mundiais, incluindo o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e o presidente russo, Vladimir Putin. Em encontro bilateral com Xi antes da cerimônia de abertura, Vladimir Putin comemorou as relações "sem precedentes" que tem com a China e seu presidente e criticou o Ocidente.

"Hoje podemos dizer que a China é um país de esportes de inverno", disse nesta quinta-feira o presidente do COI, Thomas Bach. Os 2.900 atletas em disputa, representando 92 países, incluindo o Brasil, para um total de 109 títulos olímpicos em jogo, tentam ficar fora das polêmicas, focando nos Jogos como um momento único em suas carreiras. A maioria mira o apenas, mas há quem se sinta mal por ter de competir na China, como o britânico Gus Kenworthy, vice-campeão olímpico em 2014 na pista de esqui. "Não acho que um país que tenha problemas terríveis em termos de direitos humanos deva ser autorizado a sediar os Jogos", disse.

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O acordo foi assinado durante a cúpula da Otan em Madri.

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