Covid-19: China abre centros de quarentena em residências e obriga moradores de Xangai a se mudarem

Milhares de pessoas estão confinadas, a cidade transformou salas de exposições e escolas em centros de quarentena e hospitais improvisados
| 16/04/2022
- 10:15
Servidores da Alems realizam testes da Covid-19
Teste da Covid-19 - Divulgação

Um vídeo repercutiu no mundo em que moradores de Xangai, na China, confrontam policiais que os obrigam a se mudarem para confinamento obrigatório. São mais de 20 mil novos casos por dia, o governo local tem lutado contra o surto do coronavírus. As informações são do portal BBC.

Parece um Déjà Vu, mas o mundo vem sofrendo com a nova onda de surto causado pelo coronavírus. Na China, milhares de pessoas estão confinadas nas últimas semanas, a cidade transformou salas de exposições e escolas em centros de quarentena e hospitais improvisados.

Embora o surto da covid-19 esteja superando os números previstos pelo governo, o índice de casos mais graves ainda é baixo, muitas pessoas questionam a ação do governo por acreditar ser radical e se é mesmo necessário. Nas redes sociais, a população levanta muitas reclamações das restrições impostas e a falta de alimentos.

A comida e água é ofertada pelo governo, que deixam nas portas das residências vegetais, carne e ovos, após as pessoas pedirem, mas analistas dizem que estão ficando sem suprimentos. Essa ação sobrecarregou os serviços de entrega, sites de mercearias e até a distribuição de suprimentos do governo.

A operação encabeçada pelo governo que retirou muitos de suas casas para transformar apartamentos em centros de quarentena foi a gota d'água para alguns chineses, relata um correspondente da BBC News em Xangai, Robin Brant.

"A alguns quilômetros de distância, houve um protesto organizado, uma postura ousada enquanto o bloqueio se instala em um onde pode-se ir para a prisão por provocar brigas. Eles estão com raiva de uma escola local ser transformada em outra instalação de quarentena. A polícia os expulsou das ruas", relata Brant.

"Foi um episódio de pequena escala, mas é um sinal de raiva e frustração à medida que esse bloqueio continua", disse à BBC.

O país é uma das últimas nações comprometidas com a disseminação da covid-19, em comparação com a maioria das nações que vem tentado conviver com o vírus. Mas a pressão sobre essa política aumentou nas últimas semanas com a disseminação da variante ômicron.

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