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Casaquistão: manifestantes são mortos em protestos contra alta nos combustíveis

Serão enviadas tropas de manutenção da paz ao Casaquistão a pedido do presidente Kassym-Jomart Tokayev

Agência Estado Publicado em 06/01/2022, às 08h32

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Reprodução

Dezenas de manifestantes foram mortos durante violentos protestos no Casaquistão e pelo menos 12 policiais morreram, incluindo um que foi decapitado, disseram autoridades locais nesta quinta-feira (6). Os participantes das demonstrações tentaram invadir edifícios durante a noite na maior cidade do país, Almaty, e "dezenas de agressores foram liquidados", disse a porta-voz da polícia Saltanat Azirbek, ao canal de notícias estatal Khabar-24.

As tentativas relatadas de invadir os prédios ocorreram após uma agitação generalizada na cidade na quarta-feira, incluindo a apreensão do prédio do prefeito, que foi incendiado. O Casaquistão está enfrentando os piores protestos de rua que o país já viu desde que se tornou independente, três décadas atrás

Uma aliança militar liderada pela Rússia, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, informou hoje que enviará tropas de manutenção da paz ao Casaquistão a pedido do presidente Kassym-Jomart Tokayev.

O Casaquistão foi abalado pela intensificação dos protestos que começaram no domingo por causa de um forte aumento nos preços de combustíveis, em meio à escalada dos preços de petróleo. Os protestos começaram no oeste do país, mas se espalharam por Almaty e a capital Nur-Sultan.

Segundo o Commerzbank, o país produz cerca de 1,6 milhão de barris de petróleo por dia (bpd). Os atos ameaçam interromper a produção, o que ajuda a sustentar as cotações da commodities nesta manhã. Fonte: Associated Press.

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