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Uber é acusada de silenciar vítimas de abuso sexual por parte de motoristas

The Guardian diz que empresa evita levar casos à Justiça

Joaquim Padilha Publicado em 16/03/2018, às 15h58

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The Guardian diz que empresa evita levar casos à Justiça

A Uber, empresa especializada no transporte privado urbano, foi acusada de tentar silenciar mulheres que reivindicam terem sido vítimas de agressão sexual por parte dos motoristas.

A tentativa de silenciamento está relacionada a acordos de sigilo estabelecidos entre as partes em causa nos processos, que a Uber alegadamente exige às vítimas.

Segundo os registos do tribunal, citados pelo jornal The Guardian, a empresa tem tentado forçar as mulheres, alegadamente vítimas de abusos sexuais, a resolverem os casos “à porta fechada” através destes acordos de arbitragem, evitando a ida a tribunal.

Os críticos afirmam que esta é uma forma de impedir que o público tenha conhecimento sobre os abusos sexuais e violações perpetradas pelos motoristas da Uber, uma vez que silencia as vítimas e protege a empresa do escrutínio público.

Segundo o jornal britânico, os registos de uma ação judicial que foi apresentada num tribunal da Califórnia revelaram que a empresa de transporte argumentou que as mulheres vítimas de assédio em veículos da Uber devem resolver os casos através da arbitragem, processo que resulta frequentemente em acordos de confidencialidade.Uber é acusada de silenciar vítimas de abuso sexual por parte de motoristas

Nos EUA, nove mulheres apresentaram queixas de abuso sexual e violência contra a Uber, exigindo uma alteração nas políticas da empresa de forma a garantir uma maior segurança aos passageiros.

A Uber, no entanto, apresentou uma moção argumentando que os passageiros concordaram com os acordos de arbitragem quando se inscreveram no serviço e, portanto, não têm direito a apresentar uma ação judicial, anuncia o The Guardian.

Jornal Midiamax