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Trump critica FBI por investigar trama russa em vez de prevenir tiroteio

FBI admitiu que não seguiu protocolos de segurança sobre o caso do tiroteio

Raiane Carneiro Publicado em 18/02/2018, às 17h35

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FBI admitiu que não seguiu protocolos de segurança sobre o caso do tiroteio

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (18) que “nunca” disse “que a Rússia não interferiu nas eleições” de 2016, mas também disparou contra o FBI e sugeriu que a entidade não foi capaz de prevenir o tiroteio de quarta-feira (14) na Flórida porque passa “tempo demais” focado na trama russa. As informações são da Agência EFE.

“Muito triste que o FBI tenha perdido os muitos sinais enviados pelo autor do tiroteio na escola da Flórida, isto não é aceitável”, escreveu Trump em uma mensagem na rede social Twitter hoje (18).

“Passam tempo demais tentando provas de que houve conspiração russa na campanha de Trump, e não houve conspiração. Voltem ao seu trabalho essencial e nos deixem orgulhosos!”, acrescentou.

No último dia 16, o FBI reconheceu que cometeu um erro ao não ter seguido os protocolos oportunos quando no dia 5 de janeiro foi alertado sobre o comportamento agressivo de Nikolas Cruz, o jovem que matou 17 pessoas em um tiroteio em uma escola de Parkland, na Flórida.

Por razões desconhecidas, o FBI não seguiu os protocolos oportunos nestes casos e não investigou a chamada de aviso que recebeu sobre a possibilidade de Cruz realizar um ataque.

Trump disparou em muitas ocasiões contra o Departamento de Justiça e o FBI pela investigação da trama russa, que ele considera uma “caça às bruxas”, e sua relação com o diretor dessa agência de investigação, Christopher Wray, tornou-se tensa nas últimas semanas.

No entanto, o presidente americano não chegou a respaldar em sua mensagem no Twitter o pedido do governador da Flórida, Rick Scott, que Wray renuncie devido aos seus erros neste ataque.Trump critica FBI por investigar trama russa em vez de prevenir tiroteio

Em outra mensagem, Trump respondeu ao assessor de segurança nacional, H. R. McMaster, que neste sábado qualificou de “irrefutáveis” as provas de ingerência russa depois que o procurador que investiga o tema, Robert Mueller, apresentou na sexta-feira (16) acusações contra 13 russos relacionados com a trama.

“Ao general McMaster esqueceram de dizer que os resultados da eleição de 2016 não foram afetados e nem mudados pelos russos e que a única conspiração foi entre a Rússia e a corrupta Hillary Clinton e os democratas”, alegou Trump.

Porém, hoje Trump quis esclarecer que “nunca” disse “que a Rússia não interferiu nas eleições” de 2016.

“Se o objetivo da Rússia era criar discórdia, desestabilização e caos dentro dos Estados Unidos, então, triunfaram mais do que em seus melhores sonhos”, acrescentou.

Jornal Midiamax