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Lago de água líquida é descoberto em Marte pela primeira vez

Um lago de água líquida permanente, com extensão de aproximadamente 20 km, foi encontrado em Marte pelan primeira vez. No estudo publicado pela revista Science desta quarta-feira (25), cientistas afirmam ter encontrado um lago subterrâneo com maior representatividade de água já visto no planeta. A água estava debaixo de uma camada maciça de gelo. A […]

Egina Becker Publicado em 25/07/2018, às 14h16 - Atualizado às 14h24

Planeta Vermelho
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Lago de água líquida é descoberto em Marte pela primeira vez
Foto: Astrogeology Science Center/Arizona State University/INAF

Um lago de água líquida permanente, com extensão de aproximadamente 20 km, foi encontrado em Marte pelan primeira vez.

No estudo publicado pela revista Science desta quarta-feira (25), cientistas afirmam ter encontrado um lago subterrâneo com maior representatividade de água já visto no planeta. A água estava debaixo de uma camada maciça de gelo.

A recente descoberta aumentou a expectativa de muitos estudiosos sobre a possível habitação do Planeta Vermelho. Outras pesquisas no mesmo sentido afirmaram que, apesar de Marte ser um plana árido e deserto, além de bastante frio, já possuía indícios de que teria existido água líquida há 3 milhões de anos.

Entretanto, o estudo ainda não convenceu toda a classe científica, pois, muitos acreditam que ele será contestado no futuro, mesmo tendo sido publicado em revista renomada no meio.

Durante a pesquisa, foi utilizado o Mars Advanced Radas for Subsurface e o Ionosphere Sounding (MARSIS), instrumento instalado na espaçonave da Agência Espacial Europeia (ESA). Agora, estudiosos pretendem utilizar o mesmo método para gerar imagens 3D do local e abrir a possibilidade de detectar situações semelhantes nas calotas polares.

Descobertas anteriores

Astrônomos já demonstraram esperança em habitar o planeta quando, em 2007, descobrirem pequenas gotículas de água que circularam em torno de Phoenix, um robô utilizado para sondar as características de um astro.

Nos anos de 2012 e 2015 foi investigado por meio de ondas de rádio a interação e existência de gelo pelo planeta. Durante esse tempo, foram descobertas variações significativas de sinais, que apresentavam a possibilidade de existirem lagos debaixo das camadas de gelo, da mesma forma como acontecia na Groelândia e na Antártica.

Já em novembro de 2017, outro estudo foi publicado sobre o possível aparecimento de manchas na superfície do planeta. Entretanto, ficou comprovado que se tratavam somente de fluxos de areia.

Especialistas disseram terem se frustrado com o pouco resultado obtido através de radares como o Shallow.

[Com informações AFP]

Jornal Midiamax