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EUA se retira de acordo nuclear com o Irã

Trump diz que há sérias falhas no acordo firmado

Ana Clara Santos Publicado em 08/05/2018, às 15h46

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Nesta terça-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o afastamento dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado com o Irã. O presidente ainda retomou as sanções contra o país e afirmou que “o Irã é o principal estado patrocinador do terrorismo” e que a busca por armas nucleares foi a ação mais perigosa do país.

De acordo om G1, o acordo com o Irã foi negociado por Barack Obama e nele o Irã se compromete a limitar suas atividades nucleares em troca de sanções internacionais mais brandas.  Hassan Rouhani, presidente iraniano, já havia afirmado que a saída dos Estados Unidos constituiria um “arrependimento histórico” e,

Contudo, Trump não descartou a possibilidade de um novo acordo com o Irã, mas, dessa vez, de uma forma que a solução seja duradoura, ainda alegou que o próprio Irã desejará um novo acordo. Segundo a Agência Reuters, a TV estatal do Irã afirmou que a decisão é ilegal e enfraquece acordos internacionais.

Durante seu discurso, Trump ainda afirmou que em 2015, quando os dois países firmaram o acordo, a intenção era proteger os Estados Unidos, mas permitiu que o Irã continuasse a enriquecer urânio. De acordo com ele, o país estaria obtendo armas nucleares para lançar uma corrida armamentista no Oriente Médio.

Antes de anunciar oficialmente sua saída do acordo, Trump havia se recusado por duas vezes a certificar ao Congresso que o Irã está cumprindo sua parte. Em janeiro, o presidente afirmou que abandonaria o acordo até 12 de maio se o Congresso e as potências europeias não corrigissem as falhas do compromisso firmado.

Trump disse que uma dessas falhas é restringir por apenas um tempo as atividades nucleares no Irã e também não foi possível impedir o desenvolvimento de mísseis balísticos. Ele ainda alega que a liberação de US$ 100 bilhões de ativos internacionais do país foi usada como “um fundo para armas, terror e opressão”

O acordo

Firmado pelo Irã e os países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, o Plano de Ação Conjunto Global tem o objetivo de fixar um teto para o estoque de urânio enriquecido no Irã por quinze anos e limitar o número de centrífuga para enriquecer o material por dez anos. O Teerã também se comprometeu a modificar o reator de água pesada para que não se produza plutônio.

O Conselho de Segurança reforçou o acordo por meio da resolução 2231 e teve sua implementação iniciada em 2016, depois que Agência Internacional de Energia Atômica garantiu que o Irã cumpriu com seus deveres.

Com informações do G1

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