Eleições começam na Venezuela e Maduro diz que é preciso governar com diálogo

Opositores do chavismo convocaram eleitores para boicotar o processo
| 20/05/2018
- 14:23
Eleições começam na Venezuela e Maduro diz que é preciso governar com diálogo

Tiveram início na manhã deste domingo (20), as eleições presidenciais da Venezuela, e um dos primeiros a comparecer às urnas foi o atual presidente do país Nicolás Maduro. Ele, que também é candidato a reeleição, é acusado de convocar o pleito sem garantias democráticas, pois, o processo estava previsto para o fim do ano, contudo, Maduro o antecipou, aproveitando o momento que os principais líderes antichavistas estão impedidos de concorrer. Essa atitude fez com que opositores convocassem os eleitores para um boicote e parte da comunidade internacional não reconhecesse a legitimidade do pleito.

De acordo com o Estadão, Maduro foi o primeiro a votar e disse que manterá o diálogo para a paz de todos os setores. “Fui o primeiro venezuelano a votar. É preciso fazer um governo de diálogo. Vou insistir no diálogo para a paz com todos os setores”, disse.

Contudo, o primeiro mandato do presidente não teve como principal característica o diálogo e o chavismo controla o Conselho Nacional Eleitoral, Judiciário e Legislativo, sendo que a Assembleia Constituinte criada em 2017 tomou as funções desses três setores. Pelo menos 121 pessoas morreram nos protestos contra o avanço chavista no Congresso.

Políticos opositores como Henrique Capriles, que está impedido pela Justiça de concorrer ao pleito, e Leopoldo Lopes, em prisão domiciliar, se recusaram união com o principal nome a competir com Maduro e convocaram a população venezuelana para boicotar a votação. Isso colocou o anti-chavista Henri Falcón como principal concorrente de Maduro.

Nos últimos dias, o presidente tentou dar legitimidade ao processo, prometendo que reconhecerá uma derrota imediata e convocando jornalistas para fazer imagens dele com “observadores estrangeiros”, políticos e diplomatas com vínculos com o chavismo.

No país o voto não é obrigatório e há 20 milhões de pessoas habilitadas para votar. O resultado depende essencialmente da adesão ao boicote, sendo que as últimas pesquisas ano instituto Datanálisis mostram que Falcíon está na frente de Maduro na intenção de votos.

O boicote temo objetivo de ter um grande número de abstenções para, caso Maduro vença o pleito, contestar a legitimidade de um novo mandato de seis anos, pois, em três anos o presidente poderia ser submetido a um referendo revogatório que encurtaria seu mandato. Contudo, alguns opositores foram às urnas argumentando que garantiram a participação para evitar a manipulação de votos dos ausentes.

Com informações do Estadão 

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A mensagem foi emitida pelo Gabinete de Assuntos de Taiwan

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