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Celebração em memória às vítimas do holocausto tem foco em educação

Data faz referência à liberação do campo de concentração

Aliny Mary Dias Publicado em 27/01/2018, às 16h33

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Data faz referência à liberação do campo de concentração

Todos os anos, no dia 27 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A data faz referência à liberação, pelas tropas soviéticas, do Campo de Concentração e Extermínio Nazista Alemão de Auschwitz em 1945 e foi definida pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Seria um erro perigoso pensar no Holocausto como simplesmente o resultado da insanidade de um grupo de nazistas criminosos. Pelo contrário, o Holocausto foi o culminar de milênios de ódio e discriminação visando os judeus, o que nós agora chamamos antissemitismo”, afirma António Guterres, secretário-geral da ONU.

O tema deste ano é Lembrança do Holocausto e Educação: Nossa Responsabilidade Compartilhada. A ideia é destacar a dimensão universal do Holocausto e incentivar a educação sobre a tragédia para que as futuras gerações rejeitem firmemente todas as formas de racismo, violência e antissemitismo.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o Holocausto foi um ponto de virada na história da humanidade, que levou o mundo a dizer “nunca mais”. A resolução que instituiu o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Holocausto traz a lembrança dos crimes passados com o objetivo de preveni-los no futuro.

Holocausto

O regime nazista e seus colaboradores assassinaram cerca de 6 milhões de judeus, entre homens, mulheres e crianças, durante a Segunda Guerra Mundial, em um programa continental de destruição de todas as comunidades judaicas que fossem encontradas.

Guiada por uma ideologia fundamentalmente racista, a Alemanha nazista também perseguiu e matou milhões de outras pessoas por serem consideradas de “raça inferior”, e outras por razões políticas, ideológicas ou comportamentais.

“Nós, os últimos sobreviventes do Holocausto, estamos desaparecendo um a um. Em breve, a história falará sobre isto com a voz impessoal dos acadêmicos e dos romancistas e, pior, com a voz malevolente dos falsificadores e negadores. Esse processo já começou. O dia internacional das Nações Unidas de comemoração das vítimas do holocausto é um elo vital para a transmissão desse legado incrível para os nossos semelhantes – judeus e não judeus”, diz Samuel Pisar, sobrevivente do holocausto, advogado internacional e embaixador honorário da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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