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Itália impede que embarcação deixe resgatados em Lampedusa

Ao todos  127 pessoas resgatadas não puderam desembarcar

Ludyney Moura Publicado em 06/08/2017, às 15h22

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Ao todos  127 pessoas resgatadas não puderam desembarcar

As autoridades da Itália impediram neste domingo (6) uma embarcação da organização não governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF), que não assinou o código de conduta imposto pelo país para regular a gestão da imigração, de desembarcar 127 pessoas resgatadas no Mediterrâneo na ilha de Lampedusa.

Os 127 resgatados, no entanto, foram levados a um porto de Lampedusa por duas embarcações da Guarda Costeira italiana, como explicou a ONG em seu perfil no Twitter.

A embarcação Prudence foi parada a 33 milhas da ilha italiana por dois barcos da Guarda Costeira, que fizeram a transferência das pessoas em condições de segurança, para depois levá-las ao porto italiano, detalhou a imprensa local.

A MSF é uma das organizações que não assinaram o código de conduta proposto pela Itália, e que conta com o apoio da União Europeia, que proíbe, entre outras coisas, as organizações humanitárias de terem acesso a águas territoriais da Líbia, fazer-se detectar por radares ou emitir sinais luminosos que indiquem sua posição aos traficantes de pessoas.

Além disso, exige transparência nas suas fontes de financiamento e que permitam o acesso de oficiais armados aos seus barcos, um ponto que a MSF rechaçou.

“A MSF não tem problema com a presença de funcionários a bordo, mas sem armas. Trabalhamos diariamente em todas as partes do mundo para impedir que armas entrem, por exemplo, em nossos hospitais”, explicou o diretor-geral do Médicos Sem Fronteiras na Itália, Gabriele Eminente, em um vídeo publicado no Twitter.

Eminente afirma que a MSF “continuará salvando vidas no mar “e lembra que nos últimos dois anos e meio a ONG ajudou “quase 70 mil pessoas”.

Jornal Midiamax