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Depois de noite de protestos, Argentina aprova reforma da previdência

É a segunda tentativa do governo de aprovar reforma

Joaquim Padilha Publicado em 19/12/2017, às 13h13

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É a segunda tentativa do governo de aprovar reforma

Depois de mais de 160 pessoas ficarem feridas nos protestos contra a Reforma da Previdência do governo argentino, o Congresso da Argentina aprovou na manhã desta terça-feira (19) a proposta que rearranja as regras previdenciárias no país.

O projeto já havia sido aprovado no Senado Federal argentino e agora foi aprovado na Câmara, por 128 votos a favor e 116 contra. Foram mais de 17 horas de debate no Congresso.

Conforme a lei, o cálculo das pensões será alterado e a idade de aposentadoria opcional também será aumentada, de 65 para 70 anos entre os homens, e de 60 para 63 anos entre as mulheres.

Não faltaram protestos do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, durante a votação da reforma. Entre os feridos, 88 eram agentes da polícia que tentaram barrar os protestos. Pelo menos 60 manifestantes foram presos.Depois de noite de protestos, Argentina aprova reforma da previdência

Quem protestou se armou com pedras, garrafas e rojões contra a polícia, que contra atacou com gás lacrimogêneo e balas de borracha, num conflito que durou quatro horas. Tudo ao som de um ‘panelaço’ promovido nos apartamentos de Buenos Aires durante toda a noite.

Esta foi a segunda tentativa do governo em aprovar o projeto. Na quinta-feira (14), uma outra votação da proposta teve que ser suspensa por causa dos protestos violentos e brigas entre manifestantes e policiais.

Impacto econômico

O governo de Maurício Macri, presidente da Argentina, tenta aprovar a Reforma da Previdência para contenção do déficit fiscal. A presidência negocia com os municípios, em sua maioria opositores, para repassar a verba economizada (5,5 bilhões de dólares).

Cerca de 17 milhões de aposentados e pensionistas serão afetados pela Reforma. A preocupação maior dos sindicatos é que os menores reajustes nas aposentadorias sejam irrisórios frente à alta da inflação na Argentina.

Jornal Midiamax