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Assassinatos marcaram Operação Mãos Limpas, a Lava Jato da Itália

Investigação levou cerca de 3 mil pessoas às cadeia e investigou diversos empresários

Henrique Kawaminami Publicado em 20/01/2017, às 15h38

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Investigação levou cerca de 3 mil pessoas às cadeia e investigou diversos empresários

Deflagrada em 1992, a Operação Mãos Limpas (em italiano, Mani Pulite) revelou um grande esquema de corrupção envolvendo vários partidos na Itália.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a Mãos Limpas, seria a fonte de inspiração de muitos policiais e procuradores que atuam na Lava Jato. E ao menos o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, tem escrito publicamente sobre a operação italiana.

Considerada uma das maiores operações anticorrupção já realizadas na Europa, a investigação levou cerca de 3 mil pessoas às cadeia e investigou diversos empresários, seis ministros e 500 parlamentares.

Entre só efeitos colaterais da operação, estão uma série de suicídios de empresários e assassinatos dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, pela máfia, que tinha ligações com políticos envolvidos no escândalo.

Em 1992 o carro onde estava Falcone e sua mulher explodiu. Dois meses depois, o corpo de Borsellino foi encontrado carbonizado após outra explosão.

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