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Assassino do embaixador russo protegeu presidente turco 8 vezes

O Kremlin considera que é muito cedo para dizer que está por trás do assassinado

Henrique Kawaminami Publicado em 21/12/2016, às 12h10

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O Kremlin considera que é muito cedo para dizer que está por trás do assassinado

Na segunda-feira (19) à noite, Mevlut Mert Altintas, de 22 anos, deu nove tiros contra o embaixador Andrei Karlov em uma galeria de arte, antes ser morto pela polícia turca.

Altintas, que integrou a unidade antidistúrbios da polícia por dois anos e meio, trabalhou a partir de julho em oito eventos com a presença de Erdogan, de acordo com o jornal turco Hurriyet.

Nos eventos, Altintas integrava o segundo grupo de segurança de Erdogan, depois dos seguranças pessoais do presidente, informa Abdulkadir Selvi, jornalista conhecido por seus contatos nos círculos do poder.

O Kremlin considera que é muito cedo para dizer que está por trás do assassinado do embaixador russo na Turquia, depois que Ancara acusou o pregador turco no exílio Fethullah Gülen.

"Moscou considera que é necessário esperar os resultados do trabalho do grupo de investigação (russo-turco), que começou ontem (terça-feira) em Ancara. Não devemos tirar conclusões precipitadas até que a investigação determine quem está por trás do assassinato de nosso embaixador", declarou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

Já o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, disse ao secretário de Estado americano, John Kerry, que a rede do pregador Fethullah Gülen, grande inimigo de Erdogan, estava "por trás" do assassinato.

Gülen, que vive no exílio nos Estados Unidos, também é acusado de ter sido o instigador da tentativa de golpe de julho, o que ele nega.

As autoridades turcas estão investigando os possíveis vínculos entre Altintas e Gülen, incluindo um centro de ensino frequentado pelo policial e dirigido pelo grupo ligado ao pregador.

As forças de segurança anunciaram a detenção de 13 pessoas na investigação do assassinato, incluindo parentes de Altintas.

Jornal Midiamax