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Surfista de 13 anos morto por tubarão é homenageado por milhares na África

Promessa do surfe da Ilha da Reunião não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque

Gerciane Alves Publicado em 13/04/2015, às 11h55

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Promessa do surfe da Ilha da Reunião não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque

Milhares de pessoas se reuniram na areia da praia de Les Aigrettes para homenagear o surfista Elio Canestri, de apenas 13 anos morto nos último sábado (11) após o ataque de um tubarão na Ilha da Reunião, território de colonização francesa no Oceano Índico.

Segundo informações o menino, visto pelas autoridades locais como uma promessa, foi atacado durante treinos por volta das 9h da manhã, em uma área proibida da praia de Les Aigrettes. O tubarão atacou Elio na perna e no braço direitos e no abdômen. Um barco que estava checando as boias para colher mais informações dos animais identificados com marcadores foi responsável por tirar Elio da água, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Bandeiras vermelhas indicando a proibição de surfe e banho foram espalhadas pelas praias da ilha, situada à leste de Madagascar, entre a África e a Índia. Barcos de pesca já estão tentando encontrar o animal que levou o menino à morte. O surfe está totalmente banido da Ilha da Reunião por conta do número elevado de ataques de tubarão.

O surfista francês Jeremy Flores, que cresceu surfando na Ilha da Reunião, lamentou a morte de Canestri nas redes sociais. Este foi o 16º ataque de tubarão desde 2011, sendo sete fatais. O ataque anterior ao do jovem surfista ocorreu em L’Etand Sale, no dia 14 de fevereiro, quando uma jovem de 22 anos foi atacada enquanto nadava.

“Mais um ataque de tubarão na Ilha da Reunião. 13 anos de idade. Elio era um dos nossos melhores surfistas e uma aposta para o futuro. Palavras não podem descrever o quão triste eu estou. Tão jovem! É uma notícia que parte o coração. Descanse em paz”, disse o atleta da elite do surfe mundial, que ocupa atualmente a 17ª posição no ranking.

Os ataques de tubarão na Ilha da Reunião tem provocado inúmeros prejuízos para o turismo da região e pode provocar o fim da prática do esporte.

Jornal Midiamax