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Rússia destrói mais de 220 toneladas de alimentos ocidentais sob embargo

País recebe críticas da sociedade civil pelo desperdício de alimentos

Gerciane Alves Publicado em 07/08/2015, às 17h53

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País recebe críticas da sociedade civil pelo desperdício de alimentos

As autoridades russas destruíram nesta sexta-feira (7) ao menos 220 toneladas de frutas ocidentais sob embargo, dando continuidade a sua campanha de supressão de produtos alimentares, apesar das críticas da sociedade civil pelo desperdício de alimentos.

Cerca de 180 toneladas de pêssegos, nectarinas e uvas foram apreendidas pelos serviços aduaneiros na fronteira bielorrussa: carimbados como de origem moldava ou turca, as frutas vieram, na realidade, da UE e foram imediatamente destruídas, segundo a agência sanitária russa Rosselkhoznadzor.

Cerca de 40 outras toneladas de frutas também foram destruídas depois de transitarem pela fronteira bielorrussa com certificados falsos marroquinos e equatorianos, enquanto vieram da Lituânia, segundo a agência.

Até agora, estes produtos sob embargo na Rússia como parte das contra-sanções impostas por Moscou no contexto de crise ucraniana, eram devolvidos ao seu país de origem. Mas um decreto do Kremlin que entrou em vigor na quinta-feira prevê a destruição pelas autoridades.

As autoridades russas começaram a destruir 114 toneladas de carne de porco europeia sob embargo na terça-feira em Samara (centro), e pelo menos 319 toneladas de vários alimentos na quinta-feira.

A destruição de alimentos em um país historicamente traumatizado pela fome e privação do século XX causaram um clamor na Rússia.

Uma petição assinada por mais de 310 mil pessoas no site Change.org exige que os alimentos apreendidos sejam doados a “ex-combatentes, deficientes, famílias numerosas e aqueles que sofreram com os recentes desastres naturais”.

As autoridades, que acusam países como a Bielorrússia ou o Cazaquistão de introduzir na Rússia produtos europeus embargados, esperam que alguns casos de destruição sejam suficientes para desencorajar as pessoas a tentar quebrar o embargo.

Jornal Midiamax