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Rebeldes das Farc dizem que não podem ser julgados como “criminosos comuns”

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, concede entrevista à Reuters

Midiamax Publicado em 11/04/2015, às 12h44

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, concede entrevista à Reuters

Os rebeldes colombianos das Farc não podem ser submetidos ao mesmo processo judicial de “criminosos comuns”, segundo os termos de um possível acordo de paz, disse o grupo marxista nesta sexta-feira.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) fizeram a declaração após o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ter dito em entrevista que o maior obstáculo para a assinatura de um acordo de paz era fazer com que o grupo aceitasse ser levado à Justiça, após 50 anos de guerra.

“Você não pode dar a rebeldes um tratamento que foi projetado para grupos criminosos”, disseram as Farc num comunicado lido pelo negociador dos guerrilheiros Pablo Catatumbo, no início da mais recente rodada de negociações em Havana.

“O presidente disse que a justiça é um problema. É verdade que se trata de um problema de corrupção, impunidade e degradação moral”, disse Catatumbo.

Os guerrilheiros têm reiterado ao longo dos mais de dois anos de negociações de paz que não vão se submeter a penas de prisão, enquanto Santos tem dito que não haverá acordo que permita a impunidade de crimes como assassinato, estupro, despejos forçados e tráfico de drogas.

“Queremos o máximo de justiça que nos permita alcançar a paz”, disse Santos à Reuters nesta semana. “Prisão não necessariamente significa estar atrás das grades… Prisão pode ser definida de muitas maneiras.”

Os negociadores chegaram até agora a acordos parciais sobre reforma agrária, o fim do comércio ilegal de drogas e a participação política de ex-rebeldes. Agora, eles lidam com temas mais espinhosos, como a reparação de vítimas e a desmobilização.

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