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Paris: homem que ajudou reféns em mercado será naturalizado

Nascido no Mali, funcionário terá cidadania francesa pelo "ato de bravura"

Clayton Neves Publicado em 15/01/2015, às 18h39

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Nascido no Mali, funcionário terá cidadania francesa pelo “ato de bravura”

O funcionário que protegeu clientes durante a invasão do supermercado de produtos judaicos Hyper Cacher vai ser naturalizado francês. Segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira, o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve determinou urgência no processo de Lassana Bathily, nascido no Mali, por seu “ato de bravura”.

Nascido em 1990 em Bamako, capital do país africano, Lassana Bathily foi considerado o muçulmano herói do crime no supermercado de judeus. Ao canal de televisão BFMTV, ele disse ter deixado entrar pelo menos cinco clientes em uma câmara fria do estabelecimento, durante a invasão do terrorista.

O ministro Cazeneuve presidirá uma cerimônia no próximo dia 20 para homenageá-lo com a cidadania, segundo o comunicado. A invasão do Hyper Cacher, em Porte de Vincennes, deixou quatro reféns mortos na última sexta-feira. 

Jornal Midiamax