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Papa Francisco estuda viajar a Cuba em setembro

Com a visita a Cuba, o pontífice confirmaria que 2015 será o ano da América para a Igreja católica

Gerciane Alves Publicado em 17/04/2015, às 11h39

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Com a visita a Cuba, o pontífice confirmaria que 2015 será o ano da América para a Igreja católica

O papa Francisco estuda visitar Cuba em setembro por ocasião de sua viagem aos Estados Unidos, em um claro apoio ao processo de normalização das relações entre os dois países, no qual teve um papel chave.

“O Santo Padre está levando em consideração a ideia de realizar uma etapa em Cuba por ocasião de sua viagem aos Estados Unidos” de 22 a 27 de setembro, indicou em um comunicado o Vaticano. Trata-se, “por enquanto, apenas de um projeto”, disse o porta-voz do Papa, padre Federico Lombardi. “Tivemos até agora apenas contatos iniciais com as autoridades cubanas e não se pode dizer que esta etapa esteja decidida”, disse o porta-voz do Papa.

Francisco também realizará no início de julho sua primeira visita a Equador, Bolívia e Paraguai, três países entre os mais pobres da região.

Com a visita a Cuba, o pontífice latino-americano confirmaria que 2015 será o ano da América para a Igreja católica. Francisco considera visitar a ilha quando realizar um giro por Washington, Filadélfia e Nova York.

O papel do primeiro Papa latino-americano da história foi chave para o restabelecimento em dezembro das relações entre Estados Unidos e a ilha comunista. Francisco enviou uma carta tanto ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quanto ao seu colega cubano, Raúl Castro, na qual pedia o fim de suas “frias relações”. A Casa Branca reconheceu que a carta foi essencial para o avanço das negociações.

Se Francisco concretizar a viagem a Cuba, esta será a terceira visita de um Papa à ilha, depois da histórica de João Paulo II em 1998 e de Bento XVI em março de 2012. Trata-se da segunda viagem à América Latina após a realizada ao Brasil, em junho de 2013, poucos meses depois de sua eleição ao trono de Pedro.

Francisco utilizou todo o seu prestígio para conquistar a reconciliação entre Washington e Havana, com o desejo de encerrar mais de meio século de tensões e abrir uma nova fase para a história de todo o continente.

O Papa argentino interveio nas negociações secretas, enviou cartas, fez várias chamadas telefônicas pessoais e, com seu estilo simples e direto, recebeu em outubro do ano passado no Vaticano delegações secretas dos dois países, revelou o próprio Vaticano.

A poucos meses de sua visita aos Estados Unidos, a popularidade de Francisco chega a 70% neste país, segundo as pesquisas. A visita do líder da Igreja católica inclui sua participação na Jornada Mundial da Família na Filadélfia, um discurso em Nova York, na sede das Nações Unidas, por ocasião da Assembleia Geral da organização, e outro ato ante as duas Câmaras do Congresso.

Além disso, está previsto que o papa Francisco ofereça em Washington uma missa pela canonização do missionário espanhol Junípero Serra, fundador de várias missões na Califórnia, e participe de uma reunião com o presidente Obama.

Jornal Midiamax