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Palestino corre risco de morrer após 50 dias de greve de fome

Cruz Vermelha pediu a Israel para autorizar a família a visitar o detento

Clayton Neves Publicado em 07/08/2015, às 15h06

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Cruz Vermelha pediu a Israel para autorizar a família a visitar o detento

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) convocou nesta sexta-feira (7) Israel a autorizar a família de um prisioneiro palestino hospitalizado a visitá-lo diante do “risco de morte iminente” no qual se encontra após 50 dias em greve de fome.

“Acreditamos que Mohamed Nasredin Mafadi Allaan se encontra em risco de morte iminente”, afirmou em um comunicado Jacques de Maio, diretor do CICV em Israel e nos Territórios Ocupados.

“Sua família não pode visitá-lo desde 22 de março e está muito preocupada com ele. Diante das circunstâncias, pedimos às autoridades israelensess que permitam a visita de forma urgente”, acrescentou.

O CICV, que diz ter visto várias vezes Allaan desde que foi hospitalizado, lembrou que o direito de visita de familiares de detidos está garantido pelas Convenções de Genebra, tratados internacionais ratificados por Israel.

As autoridades israelenses libertaram recentemente outro detido, Khader Adnan, após 56 dias de greve de fome. Muitos presos palestinos se negam a se alimentar para protestar contra as condições de detenção nas prisões israelenses.

No fim de julho, o Parlamento israelense adotou uma lei que autoriza a alimentação forçada se a vida do prisioneiro correr risco. As autoridades palestinas, organizações de direitos humanos e médicos denunciaram uma lei que, a seu ver, encoraja a tortura.

Jornal Midiamax