Governo brasileiro condena atentado do Estado Islâmico no Iraque

'Repúdio a todos os atos de terrorismo', diz nota emitida por Ministério
| 19/07/2015
- 14:42
Governo brasileiro condena atentado do Estado Islâmico no Iraque

‘Repúdio a todos os atos de terrorismo’, diz nota emitida por Ministério

O governo brasileiro condenou no sábado (18) um ataque do em Khan Bani Saad, no Iraque, na sexta-feira, no qual mais de 100 pessoas morreram.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores diz que “o Governo brasileiro condena veementemente o ataque ocorrido em 17 de julho na cidade de Khan Bani Saad, no Iraque, reivindicado pelo grupo autodenominado “Estado Islâmico”, que causou a morte de mais de uma centena de pessoas e deixou quase duzentos feridos”.

“Ao manifestar sua solidariedade ao povo e ao Governo iraquianos, o Brasil reitera seu repúdio a todos os atos de terrorismo, praticados sob quaisquer motivações”, conclui a mensagem.

O ataque, em um mercado popular da região de Khan Beni Saad, no nordeste de Bagdá, deixou ao menos 120 mortos. Um caminhão-bomba explodiu no local, que reunia civis para celebrar o fim do mês sagrado do Ramadã. As informações são da emissora “CNN”.

De acordo com o governador da província de Diyala, ouvido pela “CNN”, há também 160 pessoas feridas.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado na noite de sexta-feira (17), pelo Twitter. Os jihadistas afirmam que o atentado foi realizado por um suicida iraniano, que detonou um veículo carregado com três toneladas de explosivos.

Além das vítimas, 50 lojas foram completamente destruídas e 70 veículos ficaram carbonizados pela explosão, que abriu uma grande cratera no solo.

O grupo extremista disse que o ataque matou 180 milicianos xiitas que estavam perto da mesquita de Al Rasul al Aadam, próxima ao mercado popular, e causou também uma grande destruição na região.

Uma fonte de segurança em Bagdá assegurou à EFE que a maior parte das vítimas é civil. Eles faziam compras no mercado alvo do atentado, movimentado por causa do final do mês sagrado do Ramadã.

As autoridades locais formaram uma comissão para investigar o ataque e averiguar como o caminhão-bomba conseguiu chegar até o local, apesar das medidas de segurança adotadas pelo encerramento do Ramadã e da festividade religiosa do Eid al-Fitr.

Muzanna al Tamimi, governador da província de Diyala, onde aconteceu o atentado, declarou três dias de luto e suspendeu todas as celebrações do Eid al-Fitr.

As medidas de segurança na região foram reforçadas por causa da celebração religiosa, na qual as famílias vão a praças, parques e mercados para comprar doces e presentes, especialmente à noite.

Khan Beni Saad fica a 50 km ao sul da cidade de Baquba, capital da província de Diyala, e sua população é majoritariamente xiita, ramificação do islã que costuma ser alvo dos atentados cometidos por grupos sunitas radicais.

Esse foi um dos atentados mais mortíferos desde que o grupo jihadista conquistou amplas regiões do país e proclamou um califado nas zonas controladas tanto no território iraquiano como na Síria.

                                                                                                                                                     

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A ofensiva vem num momento em que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o secretário-geral da ONU

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