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Exame mostra que corpo de Nisman tinha baixas doses de álcool e remédios

Promotora responsável pelo caso não divulgou resultados dos testes 

Gerciane Alves Publicado em 20/02/2015, às 13h34

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Promotora responsável pelo caso não divulgou resultados dos testes 

O corpo de Alberto Nisman, de 51 anos, foi encontrado no banheiro de seu apartamento em Puerto Madero quatro dias após ter denunciado que a presidente, o ministro das Relações Exteriores, Hector Timerman, e outras duas pessoas teriam arquitetado um plano para acobertar possíveis pistas contra iranianos acusados pelo ataque a bomba de 1994.

O exame toxicológico do corpo de Nisman aponta baixas doses de álcool e remédios, além de cafeína no organismo do promotor. Fontes afirmam que o promotor teria ingerido não mais que um copo, provavelmente de vinho, e os remédios ansiolíticos Rivotril e Alplax.

A promotora responsável pelo caso, Viviana Fein, confirmou na quarta que o resultado do exame toxicológico ficou pronto, mas que não seria divulgado. Ela emitiu um comunicado afirmando que também ficaram prontos os resultados da histopatologia (estudo de tecidos e órgãos humanos). “Não foi encontrado nada estranho nos tecidos analisados”, disseram fontes.

Segundo a promotora, ainda falta saber o resultado do teste de DNA encontrado nas unhas de Nisman para definir se o sangue encontrado era dele mesmo ou de outra pessoa.

Na última quarta-feira (18), há exatamente um mês que Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento, Centenas de milhares de argentinos enfrentaram o temporal que atingiu Buenos Aires nesta quarta-feira para homenagear o promotor.

A passeata, que ficou conhecida como “18F” (por causa do dia 18 de fevereiro) foi convocada por promotores do país e reuniu cerca de 400 mil pessoas, segundo a Polícia Metropolitana de Buenos Aires. A multidão pedia “justiça” e o “fim da impunidade” sob forte chuva na capital argentina.

Jornal Midiamax