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China se “reserva ao direito” de atuar após envio embarcação militar dos EUA

Anteriormente, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, advertiu os Estados Unidos

Midiamax Publicado em 27/10/2015, às 11h26

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Anteriormente, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, advertiu os Estados Unidos

O governo chinês garantiu nesta terça-feira que se "reserva ao direito" de realizar mais ações após os Estados Unidos enviarem na terça-feira uma embarcação militar às águas de várias ilhas no arquipélago Spratly do Mar da China Meridional, disputado por vários países da zona.

Pequim, 27 out (EFE).- O governo chinês garantiu nesta terça-feira que se “reserva ao direito” de realizar mais ações após os Estados Unidos enviarem na terça-feira uma embarcação militar às águas de várias ilhas no arquipélago Spratly do Mar da China Meridional, disputado por vários países da zona.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, fez estas declarações na terça-feira em entrevista coletiva em Pequim, na qual também disse que “seria uma pena que a China tivesse que acelerar e fortalecer as construções” nessas águas.

Alguns países asiáticos e os Estados Unidos acusam a China de ter levantado autênticas ilhas artificiais em alguns ilhotas e recifes da zona, como o Subi, que permaneceu durante grande parte do tempo submerso até que Pequim iniciou um projeto de drenagem e construção em 2014.

Lu disse que a China “vigiou, seguiu e advertiu” hoje o destróier “USS Lassen” que, acompanhado de aviões de vigilância da Marinha dos EUA, navegou dentro das 12 milhas náuticas que rodeiam o recife Subi, nas Spratly, cuja soberania total ou parcial é disputada por China, Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã.

O porta-voz das Relações Exteriores chinês considerou que ações como essa “menosprezam a paz e a estabilidade regional”, e ressaltou a “firme insatisfação” da China a respeito.

Além disso, Lu disse que Pequim já enviou formalmente protestos à Embaixada dos EUA na capital chinesa e também formulou uma queixa através de sua legação em Washington.

“A soberania da China sobre as ilhas e suas águas adjacentes é indiscutível”, enfatizou Lu, que disse seu país realiza essas construções (o recife Subi tem capacidade para funcionar como pista de aterrissagem) com “fins civis” e para assistir na zona.

Anteriormente, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, advertiu os Estados Unidos pelo envio da embarcação militar, e disse que Washington não deveria “criar problemas do nada”. EFE

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