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Cartunistas postam tirinhas sobre ataque em Paris

Sede da revista 'Charlie Hebdo' foi alvo de tiros; ao menos 12 morreram.

Clayton Neves Publicado em 07/01/2015, às 18h48

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Sede da revista ‘Charlie Hebdo’ foi alvo de tiros; ao menos 12 morreram.

Cartunistas do mundo todo foram às redes sociais e postaram tirinhas sobre o ataque ao escritório da revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris, nesta quarta-feira (7). No incidente,os desenhistas Georges Wolinski, Stephane Charbonnier (o “Charb”), Jean Cabut (o “Cabu”) e Tignous foram mortos.

Artistas como o argentino Liniers, o holandês Ruben L. Oppenheimer, o brasileiro Carlos Latuff e o australiano David Pope homenagearam os colegas e repercutiram o ataque, que deixou ainda outras oito pessoas mortas.

Veja abaixo algumas das ilustrações:

Ruben L. Oppenheimer
O cartunista político holandês Ruben L. Oppenheimer postou uma publicação forte em seu perfil no Twitter. A ilustração mostra dois lápis gigantes e um avião, em clara comparação ao atentado de 11 de setembro, nos Estados Unidos.

Liniers
O argentino Liniers, conhecido por sua sensibilidade, manteve o tom em sua homenagem ao ataque à sede da “Charlie Hebdo”. No balão, a frase “Yo, de lo que soy fanático es de no ser fanático” (Eu, que sou fanático em não ser fanático).

Em outro desenho, Liniers fugiu do seu traço usual e postou uma ilustração de apoio à “Charlie Hebdo”. Em uma mão, um pincel, e na outra, uma edição da revista com um símbolo da paz. “Estamos com #CharlieHebdo”, diz a legenda da foto.

Carlos Latuff
O cartunista brasileiro Carlos Latuff publicou uma tirinha com dois homens armados disparando contra a sede “Charlie Hebdo”. No fundo, os tiros atingem uma mesquita.

David Pope
O cartunista australiano David Pope postou um desenho de um homem mascarado e armado ao lado de um corpo. No balão, a frase “He drew first” (Ele desenhou primeiro), que ironiza a ambiguidade do verbo “drew”, que também é usado no inglês para “sacar a arma”.

Jornal Midiamax