Bebê palestino é morto em ataque na Cisjordânia

Os pais e o irmão da criança, de quatro anos de idade, sofreram queimaduras graves no ataque
| 31/07/2015
- 21:26
Bebê palestino é morto em ataque na Cisjordânia

Os pais e o irmão da criança, de quatro anos de idade, sofreram queimaduras graves no ataque

Criança de 18 meses morre em um incêndio supostamente provocado por colonos judeus num vilarejo palestino. Premiê israelense condena o “terrível” ataque, afirmando se tratar de uma “ação terrorista”.

Um incêndio possivelmente provocado por colonos judeus matou nesta sexta-feira (31) um bebê de 18 meses, na Cisjordânia. Os pais e o irmão da criança, de quatro anos de idade, sofreram queimaduras graves no ataque, que destruiu a casa onde moravam.

O incidente, que gerou revolta entre palestinos e israelenses, ocorreu na entrada do vilarejo palestino de Duma. Pichações em hebraico foram encontradas no local, levando as autoridades a concluir que o fogo teria sido iniciado por extremistas judeus.

Segundo militares israelenses, os suspeitos entraram no vilarejo, nas proximidades de Nablus, atearam fogo a residências e picharam frases como “vida longa ao Messias” e “vingança”.

Confrontos entre palestinos e colonos judeus na Cisjordânia ocorrem com frequência, mas mortes são raras. O incidente desta sexta-feira ameaça desencadear nova onda de violência e aumentou os temores dos palestinos de que Israel permita que ataques por parte de colonos judeus permaneçam impunes.

No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, condenou o atentado. “Estou chocado com esse ato terrível e repreensível. Essa é uma ação terrorista em todos os aspectos. O Estado de Israel adota uma posição rígida contra o terrorismo, não importa quem sejam os perpetradores”, declarou.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, qualificou o incidente como um “crime de guerra” e afirmou que o ataque irá fazer parte da ação palestina contra Israel no Tribunal Penal Internacional.

Veja também

No entanto, Ancara afirmou que continuará "defendendo os direitos dos palestinos" apesar da decisão.

Últimas notícias