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Air Asia: investigadores chegam mais ‘perto’ de caixa-preta

O mau tempo impediu as equipes de resgate de confirmar se a cauda do avião foi realmente encontrada

Gerciane Alves Publicado em 06/01/2015, às 14h58

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O mau tempo impediu as equipes de resgate de confirmar se a cauda do avião foi realmente encontrada

Equipes de resgate participando das buscas pelo voo QZ8501 da Air Asia acreditam ter encontrado a cauda do Airbus 320-200 desaparecido desde o dia 27.

É nesta parte da aeronave que ficam localizadas as caixas-pretas, o que dá esperanças às autoridades de ter informações mais detalhadas sobre o que causou o acidente.

No entanto, o mau tempo impediu maiores esforços para identificar os destroços e tentar trazê-los para terra. Autoridades acreditam que avião está no fundo do Mar de Java, a pelo menos 25m de profundidade.

O voo QZ8501 desapareceu enquanto seguia de Surabaya, na Indonésia, para Cingapura. Tinha 162 pessoas a bordo.

As equipes de resgate já encontraram 37 corpos e partes dos destroços, mas até agora a fuselagem permanece desaparecida.

Autoridades indonésias expandiram a área de buscas e agora estão estão se concentrando numa região localizada a 166km da ilha de Bornéu, onde diversos objetos grandes que podem ser parte do Airbus 320-200 foram avistados por aeronaves de reconhecimento.

Novas regras

O chefe da agência nacional de resgate, Henry Bambang Soelistyo, disse que no início da manhã desta terça-feira houve melhora suficiente nas condições de tempo para que mergulhadores e equipamento de detecção submarina pudessem esquadrinhar a área de buscas.

O voo QZ8501 tinha 137 passageiros, sendo 17 crianças e um bebê, além de dois pilotos e cinco comissários de bordo. A maioria era formada por indonésios.

O governo da Indonésia ofereceu a parentes das vítimas a chance de visitar o local do desparecimento da aeronave. Eles voariam até Pangkalan Bun, a cidade mais próxima de onde os corpos começaram a ser encontrados, e de lá seguiriam de navio para a região das buscas para jogar flores ao mar. Para o chefe das forças armadas da Indonésia, general Moeldoko, a visita poderá ajudar os parentes a “diminuir a sensação de perda”.

Moeldoko também prometeu que todas as vítimas serão identificadas independentemente da condição em que forem encontradas.

Ao todo, 260 médicos indonésios e estrangeiros estão trabalhando na identificação das vítimas, analisando impressões digitais, registros de arcada dentária, e DNA.

As autoridades da Indonésia informaram ainda ter suspenso os voos da AirAsia na rota Surabaya-Cingapura enquanto investigam como o voo QZ8501 recebeu autorização para partir no sábado apesar de a companhia não ter permissão para operar naquela rota no dia.

Numa entrevista coletiva na segunda-feira, um representante do Ministério do Transporte, Djoko Murjatmojo, informou que funcionários envolvidos no caso foram movidos para outras funções. O ministério também impôs uma diretiva que obriga os pilotos a comparecer a um briefing sobre condições climáticas e outros assuntos operacionais antes de decolar.

Jornal Midiamax