MidiaMAIS / Variedades MidiaMAIS

App de transportes Cabify dá adeus ao Brasil nesta segunda-feira (14)

A startup espanhola rival da Uber havia anunciado no final de abril que deixaria o mercado brasileiro

Carlos Yukio Publicado em 14/06/2021, às 15h00

(Reprodução, Cabify)
(Reprodução, Cabify)

Em abril, o Cabify deu uma notícia nada boa para os usuários do serviço: estava encerrando as suas operações no Brasil. A data limite era o dia 14 de junho, ou seja, esta segunda-feira é a data derradeira para o app de transportes e um dos principais rivais do Uber. A decisão foi motivada por uma série de fatores, sendo que a principal razão, de acordo com eles, foi a pandemia da Covid-19, que diminuiu significativamente o número de corridas e, consequentemente, a rentabilidade da companhia.

No domingo (13), a direção do Cabify no país fez o envio do último e-mail oficial para clientes e parceiros, no qual agradecia pela prestação do serviço. "Não queríamos que este dia chegasse, mas amanhã é 14 de junho, o dia em que deixamos de operar no Brasil. É o último e-mail que lhe enviamos, por isso vamos aproveitar esta oportunidade para lhe agradecer.”

A empresa citou nomes de alguns funcionários e estendeu o agradecimento às “centenas de motoristas que, com seu talento e esforço, transportaram milhares de passageiros da maneira mais segura”. A mensagem também lembrou com saudosismo a confiança que os passageiros tiveram desde o primeiro momento. Por fim, o texto se despede e reforça que o serviço de motoristas continuará a operar em outras cidades da América Latina e Espanha.

Na época do anúncio da decisão, a empresa argumentou que o mercado brasileiro ainda não conseguiu se recuperar dos efeitos da pandemia da COVID-19, o que impactou demais o serviço da Cabify no país. Enquanto outras cidades do continente já haviam recuperado o nível de atividade anterior à pandemia, no Brasil a situação foi bastante diferente em 2021.

Desde que chegou ao Brasil em 2016, o Cabify viu um mercado bem competitivo no segmento de transportes, rivalizando com empresas que haviam desembarcado por aqui antes, como a Uber, que chegou pouco antes da Copa do Mundo de 2014, e a brasileira 99, que começou como um aplicativo de táxis, mas expandiu seus serviços para caronas compartilhadas algum tempo depois.

No entanto, a startup espanhola sempre manteve o posicionamento de ser um serviço “premium” em relação aos seus concorrentes. A saída da empresa limita as opções de serviços de transporte nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo, regiões que eram atendidas pelo app.

Jornal Midiamax