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10 curiosidades sobre o BBB especialmente para você que não suporta o programa

BBB17 estreia na próxima semana

Guilherme Cavalcante Publicado em 18/01/2017, às 12h50

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BBB17 estreia na próxima semana

Às vésperas da estreia de mais uma edição do Big Brother Brasil, que chega ao seu 17º ano de realização, a internet está ansiosa pela revelação dos nomes dos participantes, que deverá sair nesta quarta-feira (18). Enquanto isso, outro lado da rede já critica a longevidade da atração e o quanto o programa emburrece o brasileiro.

Bem, não conseguimos provar isso, mas temos aqui algumas informações relevantes sobre o Big Brother – a maior parte delas sobre as polêmicas que vêm a reboque quando o programa vai ao ar. Confira!

1. Existem filtros nas redes para quem odeia o reality

Com instalação simples, os filtros estão disponíveis para o navegador Chrome e também são gratuitos. Eles bloqueiam qualquer postagem que cite o Big Brother Brasil ou as palavras-chave que você indicar. Disponível aqui.

2. Não é só no Brasil que o programa 'resiste'

Este ano alcançamos a incrível marca da edição 17. Mas, ao contrário do que se pensa, o sucesso do programa não tem nada a ver com dinheiro ou nível de educação, teria mais a ver com indústria cultural e país nenhum está livre disso. Nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, por exemplo, o reality chegou na edição 18 ano passado, com audiência de 6,04 milhões de telespectadores.

3. Mato Grosso do Sul já teve vários participantes e até um ganhador

(Reprodução/TV Globo)

De gente que nem chegou a entrar no reality show, gente que desistiu, gente que foi finalista e gente que ganhou o programa, teve sul-mato-grossense para todo gosto no Big Brother Brasil. São eles Fael Cordeiro, que ganhou o BBB12; Priscilla Pires, finalista do BBB 9; Dilsinho Madmax, que abandonou o jogo no BBB3; e Daniel Gevaerd, que ficou apenas na 'Casa de Vidro' do BBB9. Há chances de ter mais um participante do estado, já que uma das seletivas aconteceu em Campo Grande ano passado.

4. Um participante chegou a ser expulso por suposto estupro no programa

(Reprodução/TV Globo)

Durante o BBB 12, o participante Daniel foi acusado de estuprar Monique. Após uma festa, o jovem teria abusado sexualmente da participante enquanto ela dormia sob efeito de álcool. Ambos negam a ocorrência, mas um inquérito chegou a ser aberto, porém inconclusivo. Daniel foi expulso do programa devido a "um grave comportamento inadequado", conforme anunciou a emissora.

5. Vários Ex-BBB também tiveram problemas com a Justiça e alguns morreram

(Reprodução/TV Globo)

Já na primeira edição do programa, o participante Serginho, um cabeleireiro franco-angolano que estava irregular no Brasil, foi procurado pela imigração. Mas isso nem se compara a outros casos. Após a participação no programa, o ex-BBB Edilson Buba, do BBB4, chegou a ser preso por tráfico internacional de drogas. Ele morreu em decorrência de um câncer em 2006. O ex-BBB André Cowboy, uma espécie de 'vilão' do BBB9, foi assassinado com um tiro na nuca durante um assalto a sua residência. A ex-BBB Ana Paula Renault, a estrela da última edição, responde a quatro processos criminais, segundo o jornal Extra, tendo até sido presa por dirigir bêbada e por desacato. Mas nenhum caso se iguala ao do ex-BBB Laércio, da edição do ano passado, que foi preso após ser acusado de ter abusado sexualmente de uma menor.

6. Poucos ex-participantes são conhecidos atualmente para além dos tempos de confinamento

A ex-BBB Grazy Massafera é uma estrela da emissora (Divulgação)

A taxa de reconhecimento dos ex-BBBs como celebridades reais é menor que 10%. Sabrina Sato, Grazy Massafera, Jean Wyllis, Juliana Alves, Fernando Fernandes, Dicesar Ferreira são os poucos nomes que superaram a alcunha de 'ex-BBB'. Sabrina Sato ganhou força no programa Pânico e atualmente tem seu próprio programa. Grazy tem uma sólida carreira como atriz, assim como Juliana Alves. Jean Wyllys é deputado federal (PSOl-RJ) e já foi várias vezes considerado o melhor deputado do país. Fernando Fernandes tornou-se uma referência em paracanoagem após acidente que o deixou paraplégico. E Dicesar, que dá vida a persona Dimmy Kieer, é maquiador de estrelas e drag queen famosa mesmo antes do reality. Alcançaram carreira artística, também, Iris Stefaneli, do BBB7, que está no TV Fama, e Jaque Khury, a primeira eliminada do BBB8, que atua como modelo e apresentadora.

7. Desserviços generalizados

(Reprodução/TV Globo)

O nível cultural dos brothers costuma ser muito superficial. Prova disso é que nem uma, nem duas vezes, mas várias vezes o programa precisou fazer campanhas educativas ao vivo para reverter informações equivocadas passadas pelos participantes. Como sobre a transmissão do HIV. Em uma das edições, o lutador Marcelo Dourado chegou a afirmar que heterossexuais não 'pegam AIDS' porque o vírus do HIV não seria passado por mulheres. O Ministério da Saúde exigiu retratação. Outra situação grave foi quando Cassio e Angela do BBB14 fizeram declarações infelizes no programa. : "O que o governo gasta com remédios para os portadores de Aids, se ele gastasse apenas três vezes mais, em 40 anos acabaria a Aids no mundo. Porque daria remédio para todas as pessoas. Quem já tem, geralmente não dura mais de 40 anos, falecem, e a Aids acaba", disse Cássio. "Vamos matar todo mundo", concluiu Angela, que completou: "O que mais me irrita é saber que veio do macaco, que teve um idiota que transou com um macaco", disse a participante. Mais uma vez, o programa foi acionado e uma infectologista conversou com os brothers sobre contaminação por meio de DSTs.

8. Homofobia, homofobia e homofobia

(Reprodução/TV Globo)

Tem sido bem comum casos de homofobia no reality. Como a sofrida por Jean Wyllys em sua edição do programa, quando foi 'escolhido' por um dos participantes, Rogério, como alvo, tendo para isso sido apontada sua homossexualidade. Isso levou o jornalista à vitória. Todavia, em outra edição, no BBB10, Marcelo Dourado rechaçou a presença de gays como Angélica, Dicésar e Serginho por serem 'afetados'. Mesmo assim, saiu vencedor da edição.

9. Mais caso de polícia

O ex-BBB Luan, da 15ª edição do programa, revelou em uma conversa com outros participantes que havia matado um menor de dezesseis anos durante uma ação no Complexo do Alemão, em 2010. Na época, Luan integrava o 8º Grupo de Artilharia do Exército. O jovem chegou a ser ouvido por integrantes da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro assim que deixou o programa, com 87% de rejeição.

10. Racismo: uma constante

Durante todas as edições, dezenas de declarações racistas puderam ser contabilizadas. E após saírem do programa, muitos deles relatam ter sido vítimas de racismo e cyberbullying. Na última edição, por exemplo, o participante Ronan 'confiscou' uma esponja de limpeza que era, na verdade, uma cabeleira afro de um boneco. Aliás, nesta mesma edição, a vencedora Munik Muniz também foi acusada de racismo ao reclamar de atividades domésticas enquando falava:  "estou parecendo a 'nêga' aqui. Munik, a 'nêga' do 'BBB'".

Jornal Midiamax