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Com depressão, Juliana aceitou convite para rapel como tentativa de morte

No final de 2017, a autônoma Juliana Santana enfrentou a dor do fim do casamento pela segunda vez. Aos 29 anos e mãe de uma menina de 7 anos, o único sentimento que ela tinha era o do fracasso. Com a separação, veio também o desemprego. A vontade de levantar da cama e encarar a […]

Mariana Lopes Publicado em 06/05/2018, às 07h46 - Atualizado em 07/05/2018, às 12h46

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No final de 2017, a autônoma Juliana Santana enfrentou a dor do fim do casamento pela segunda vez. Aos 29 anos e mãe de uma menina de 7 anos, o único sentimento que ela tinha era o do fracasso. Com a separação, veio também o desemprego. A vontade de levantar da cama e encarar a vida que corria fora do quarto lhe parecia uma tarefa praticamente impossível. Era fato, a depressão havia batido à porta dela.

“Há três anos, eu estava no auge. Tinha um bom emprego, ganhava muito bem, tinha um casamento perfeito, uma filha linda e saudável, que tinha do bom e do melhor. Muitas pessoas se inspiravam no meu testemunho de vida. E de repente, vi tudo desmoronar”, desabafa.

São nessas horas desavisadas da vida que a mente se torna a pior inimiga de uma pessoa. “Comecei a me sentir um lixo, me sentia culpada por não ter consigo dar conta do segundo casamento. Me sentia inferior, feia, gorda. Passei a maltratar a mim mesma. E nesta fase, parece que os problemas brotam de todos os lugares”, conta Juliana.

Mas em um dia corriqueiro, ela recebeu um convite inédito para praticar rapel. E daí ela tinha dois motivos bastante plausíveis para justificar o “não” que estava na ponta da língua: vontade zero de

Com depressão, Juliana aceitou convite para rapel como tentativa de morte

sair de casa e o medo invencível de altura.

Foi então que Juliana teve um “insight” suicida que a fez aceitar o convite. “Planejei minha morte durante o rapel. Eu queria morrer. Na minha cabeça, eu ia chegar lá, me pendurar na cordinha em uma cachoeira, sem saber nadar, ia cair e fim”, relata.

Juliana ainda lembra que, no dia, ela foi a última pessoa a descer de rapel. “Quando vi que todo mundo já tinha ido e só faltava eu, suei frio. Mas fui”, lembra.

E o que era para ser um salto para a morte se tornou o impulso para a mudança de vida. “Foi indescritível. Quando tomei impulso e me joguei na cachoeira, olhei para baixo e vi aquele monte de água correndo, e eu pendurada só por uma corda, pensei comigo mesma: se eu consegui enfrentar o meu medo de altura, poderia conseguir qualquer coisa na vida”, completa.

Desde então, ela passa os finais de semana pendurada por cordas que sempre a fazem lembrar que Com depressão, Juliana aceitou convite para rapel como tentativa de mortetudo na vida é possível quando se tem ousadia de enfrentar as situações de frente e coragem para vencer os próprios medos.

Depois do rapel, Juliana trabalhou a autoestima e emagreceu oito quilos. Também deixou de lado o medo de dirigir, se matriculou na autoescola e conseguiu a tão sonhada CNH (Carteira Nacional de Habilitação). “A cada vez que eu fazia rapel ou trilha, sentia um sopro de vida diferente”.

E neste domingo (6), quando comemora-se o “Dia da Coragem”, ela faz jus à data e celebra as próprias conquistas deixando suas pegadas de mulher valente e guerreira na trilha da Usina Velha, em Campo Grande.

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