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Acampados em Terenos, cozinheiros viajantes tentam chegar à Colômbia

No mais rústico e aventureiro estilo de viagem, Diego Rezende, 32 anos, e Alex Castañeda, 31 anos, seguem pela BR-262 com mochilão e pedindo carona na beira da estrada. Os dois passaram a noite acampados em Terenos, a 33 quilômetros de Campo Grande, e na manhã desta terça-feira (29), conseguiram chegar até Miranda. Agora, eles tentam seguir […]

Mariana Lopes Publicado em 29/05/2018, às 13h37 - Atualizado às 16h09

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No mais rústico e aventureiro estilo de viagem, Diego Rezende, 32 anos, e Alex Castañeda, 31 anos, seguem pela BR-262 com mochilão e pedindo carona na beira da estrada. Os dois passaram a noite acampados em Terenos, a 33 quilômetros de Campo Grande, e na manhã desta terça-feira (29), conseguiram chegar até Miranda. Agora, eles tentam seguir até Corumbá, para atravessar a fronteira.

Acampados em Terenos, cozinheiros viajantes tentam chegar à Colômbia
Em Bonito

Mas a viagem começou em Santo André, região do ABC Paulista, no dia 3 de abril, quando os dois cozinheiros pegaram estrada rumo a Mato Grosso do Sul. “Viemos para Bonito, depois fomos para a Chapada do Guimarães, voltamos para Campo Grande e estamos indo para Corumbá, de onde vamos para a Bolívia e nosso destino final é Cartagena, na Colômbia”, explica Diego.

Com quase 3 mil quilômetros rodados à base da carona, Diego e Alex sustentam a viagem com o próprio trabalho, fazendo consultoria de cardápios e comida pra vender na rua. Em Bonito, por exemplo, eles fizeram parceria com o restaurante do Hotel Zagaia. “Geralmente, a gente chega nos lugares e vai em pousadas, restaurantes, entrega cartão, apresenta portifólio e oferece os nossos serviços”, contam.

Outra forma de gerar renda é através do mangueio. “A gente tem feito bastante aquelas carolinas, tipo uma bomba de chocolate, e vende na estrada. É uma forma de conhecer as pessoas também”, diz Diego.

Camping

Acampados em Terenos, cozinheiros viajantes tentam chegar à Colômbia
Café e pão de panela de pequi

E como dois bons cozinheiros, mesmo que acampados, os mochileiros não passam aperto na estrada e improvisam até pratos gourmetizados. Na mochila o número de roupas é reduzido, mas panela, fogareiro e até cafeteira italiana não podem faltar.

Em um dos acampamentos durante a viagem, teve café com pão de panela de pequi, tudo feito com ajuda de uma fogueira improvisada em tijolos. E em Terenos, o jantar no camping foi macarrão ao molho feito no fogareiro.

Pela estrada

Daqui pra frente, os dois cozinheiros seguem viagem como manda o protocolo dos mochileiros: sem se prenderem aos planos. “A estrada não tem muita programação certinha, né? A gente deixa um pouco as coisas acontecerem”, dizem.

Mas ainda assim, há planos para o destino final. “Queremos aproveitar o verão do hemisférios norte e pretendemos trabalhar em algum restaurante. Vai ser uma oportunidade legal para aprender, ganhar experiência”, comentam.

Por enquanto, até conseguirem cruzar a fronteira e chegar à Colômbia, eles aumentam a bagagem com muita história pra contar e amizade pra levar por toda a vida.

Quer acompanhar a viagem desses dois cozinheiros viajantes e aventireiros? Siga-os nas redes sociais: @tamuinu.

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