Admirado por simpatia, funcionário que ajudou idoso em atacadista de Campo Grande afirma que ‘faz de coração’

A identidade do funcionário não é mais uma incógnita. Além disso, ele é conhecido na região por ser um rapaz cortês
| 12/04/2022
- 15:27
Funcionário atacadista em Campo Grande
Funcionário de atacadista em Campo Grande (Foto: - Funcionário atacadista em Campo Grande

O funcionário misterioso que ajudou idoso a atravessar a rua com as compras agora tem nome e sobrenome: Klaus Hillians Herédia dos Santos, de 18 anos. Na rede de atacadista de Campo Grande, ele trabalha como empacotador. Ao MidiaMAIS, ele contou como tudo aconteceu para que sua atitude solidária chegasse às e viralizasse em toda a cidade.

No início da tarde do último domingo (10), Cleiton Carvalho – cliente que estava no estabelecimento, localizado na Avenida Fábio Zahran – aguardava no estacionamento quando presenciou o funcionário ajudando um idoso com dificuldades de locomoção a atravessar a rua. Cleiton ficou tão emocionado que decidiu gravar o momento e publicar no Facebook.

Muitas pessoas ficaram comovidas com a atitude, mesmo sem saber quem era o responsável pela bela ação. O MidiaMAIS, então, foi atrás de contar essa história. A identidade do funcionário não é mais uma incógnita, até porque ele é bem conhecido na região por causa da sua simpatia com clientes.

À equipe de reportagem, Klaus contou que trabalha há cerca de um mês no atacadista e que é o seu primeiro emprego. Ele já presenciou o idoso várias vezes na loja e sempre o ajuda. Questionado como foi o último domingo, o empacotador recorda o passo a passo de como tudo aconteceu.

“No momento em que ele [idoso] apareceu, eu estava carregando o carrinho e aí como é uma figura marcada, logo vi que precisava de ajuda. Então, resolvi largar, me aproximei e ele disse assim: ‘ah, é você que vai me ajudar hoje, né?’, porque eu já tinha ajudado antes. Ele agarrou no meu braço e fomos”, disse.

Klaus levou o cliente, residente na região, até o portão de para se certificar de que chegaria bem em casa.

“Ele já veio aqui [atacadista] várias vezes e eu já tive a oportunidade de ajudá-lo. O que me motiva é saber que você fica grato a si mesmo quando ajuda uma pessoa. Fiz de coração mesmo, só isso [...] nós somos bem próximos, viramos bem amigos porque eu ajudo ele bastante. Ele saiu andando conversando sobre a vida dele, então a gente conversa bastante”.

Admirado por sua simpatia

Após a publicação da primeira reportagem sobre a atitude solidária, postada na segunda-feira (11), o WhatsApp do MidiaMAIS ficou regado de elogios ao jovem de 18 anos que já tem fama de ‘acolhedor’ onde trabalha, tanto por colegas quanto por clientes.

“Ele é realmente um jovem muito educado, simpático e ajuda as pessoas. Ajuda a levar compras no carrinho, a empacotar lá nos caixas”, contou uma outra funcionária do estabelecimento.

Para Klaus, as boas ações fazem parte da sua rotina. “Todos os dias tô me colocando a ajudar as pessoas a guardar compras, atravessar a rua, essas coisas”, afirmou o jovem.

Renata Mendonça é a gerente da rede atacadista. Ela conta o quanto atitudes como essa fazem a diferença na vida dos outros.

“O que a gente bate muito no nosso dia a dia é a ter empatia, ter o cuidado com as pessoas, não somente dentro, mas que o os colaboradores lá foram consigam ter essa mesma visão de apoiar as pessoas, de ter empatia, de se colocar no lugar do outro para que a gente sempre consiga ser um ser humano melhor”, disse a gerente.

Viralizou nas redes

O vídeo gravado por Cleiton foi responsável por emocionar Campo Grande inteira. O homem revelou como foi ver de perto a atitude solidária. “Fiquei feliz com a cena ao ver que o rapaz, funcionário, deixou seus afazeres. No momento, ele estava recolhendo os carrinhos do estacionamento, daí ele foi até o senhor para ajudar em sua locomoção. Não sei se o senhor mora ali por perto, mas aparentemente ele o levou até a casa dele, atravessou a avenida movimentada, com paciência e no tempo do senhor”, contou Cleiton.

Em seguida, ele pontua o quanto esses gestos são importantes e recorda de quando um motorista parou o trânsito da Capital para dar casaco a um casal na rua. “Nesse tempo em vivemos tão corridos, pressão do trabalho, guerra, às vezes, não notamos quem realmente precisa de um apoio. Não é questão de dinheiro, e sim aquilo que o dinheiro não compra: respeito, empatia e amor ao próximo”, ressalta. Veja o registro:


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