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'Nos momentos mais difíceis é que a torcida cresce', diz líder de clube corinthiano da Capital

Em Campo Grande, Pavilhão Nove vai além do futebol e assume responsabilidade social

João Ramos Publicado em 23/04/2021, às 12h03

Torcida organizada de Mato Grosso do Sul
Torcida organizada de Mato Grosso do Sul - (Arquivo Pessoal)

Amor que mobiliza, loucura que acelera, paixão nacional... Nesta sexta-feira (23) os fanáticos pelo Corinthians celebram o dia do torcedor corinthiano. A importância dos admiradores é tanta, que até uma data foi instituída. Uma não: duas, já que dia 13 de outubro também é considerado pela mesma celebração.

Na capital sul-mato-grossense, o clube desportivo Pavilhão Nove Campo Grande, reforça essa paixão. Para o presidente da torcida de Mato Grosso do Sul, o amor ao Corinthians vem de berço. "Meu pai é corintiano, nascido em Pederneiras interior de São Paulo, morou muitos anos na capital paulista e trouxe esse amor pelo futebol e pelo Corinthians para mim", conta André Mandu em entrevista ao Jornal Midiamax.

Representante e organizador do clube de torcedores, André afirma que a equipe, além de apoiar o Corinthians, tem uma responsabilidade social muito grande na Capital. "Somos muito atuantes em Campo Grande. Trabalhamos com uma programação anual que atende diversas áreas sociais: doações de sangue (realizamos a última no último sábado) e ajuda a comunidades carentes com ações de Páscoa, campanha do agasalho, dia das crianças, Natal e arrecadação e doações de alimentos", relata.

Torcida no Hemosul para doação de sangue e em ação solidária na páscoa (Arquivo pessoal)

"Nos já somos considerados um bando de loucos, a paixão em acompanhar o time em qualquer lugar do mundo e incentivar os 90 minutos cantando já demonstra isso"

"Estou na torcida desde que foi fundada, há 15 anos. Após este longo período de caminhada, achamos que seria o melhor momento para ter uma posição importante na entidade, criamos uma chapa onde mesclou experiência com a juventude, e creio que minha principal responsabilidade como liderança é ensinar a ideologia de torcida organizada para os mais jovens", explica o presidente do Pavilhão Nove.

Torcida e futebol na pandemia

Mundialmente falando, o momento é muito difícil. Para André, o futebol é uns dos mais afetados: sem torcida nos estádios e sem realizar grandes eventos. Segundo ele, o Pavilhão busca a cooperação junto a seus associados por meio das mensalidades e alguns jogos, quando se reunem para assistir. 

Presidente afirma que as reuniões são feitas respeitando o distanciamento, adotando e mantendo os protocolos de biossegurança e saúde sanitária que o momento e as autoridades exigem (Arquivo pessoal)

Paixão que cresce

O futebol está presente no sangue do brasileiro, e para André, a torcida do Corinthians é a que mais representa essa paixão. "Isso nunca vai acabar. Nos momentos mais difíceis é que nossa torcida cresce! Não tem sido diferente, jamais deixamos de apoiar o time, seja qual for o momento que o clube esteja passando. Por isso a torcida do Corinthians é diferente de todas", reflete apaixonado.

Em Campo Grande, o Pavilhão Nove é de suma importância para os torcedores, garante o representante. "Mesmo distante da capital paulista conseguimos trazer para Mato Grosso do Sul a paixão em torcer pelo Corinthians e vivenciar o que de fato representa uma torcida organizada para a sociedade", finaliza.

Jornal Midiamax