Sem machismo: em MS, policiais ‘famosas’ nas redes relatam respeito da corporação

Vistas pela sociedade como ‘sexo frágil’ muitas mulheres já provaram que de frágil não têm nada, e quando se fala em mulheres policiais logo se pensa em preconceito, afinal muitas já ouviram que a profissão é feita para os homens. Mas, em Mato Grosso do Sul além de provarem que são capacitadas para o trabalho, […]
| 26/07/2020
- 12:27
Sem machismo: em MS, policiais ‘famosas’ nas redes relatam respeito da corporação
Policiais relataram ser respeitadas dentro da corporação (Reprodução) - Policiais relataram ser respeitadas dentro da corporação (Reprodução)

Vistas pela sociedade como ‘sexo frágil’ muitas mulheres já provaram que de frágil não têm nada, e quando se fala em mulheres policiais logo se pensa em preconceito, afinal muitas já ouviram que a profissão é feita para os homens.

Mas, em além de provarem que são capacitadas para o trabalho, muitas policiais viraram influenciadoras mostrando a rotina em contas do Instagram. Fotos de treinos, de biquínis, do dia a dia, que acabou trazendo fãs para estas policiais.

A subtenente Edilaine, que tem uma conta no Instagram e mostra sua rotina de treinos acabou ganhando vários seguidores e virando uma influenciadora nas redes sociais. A militar já tem mais de 79 mil seguidores.

Fotos de biquínis na sua hora de lazer, como também fotos de tops e shorts nos momentos em que faz seus treinos, além de seu dia a dia na polícia, nunca causaram problemas para a militar, que disse sempre ter sido respeitada. “Nunca tive problemas em postar fotos assim (biquínis), principalmente, porque não é crime e sempre tomo muito cuidado para não parecer vulgar”, disse Edilaine.

Segundo a subtenente, no começo em que havia aberto uma conta no Instagram e postado uma foto com uma arma teria sido chamada por um superior que não teria concordado com a foto, mas a situação foi contornada e tudo se resolveu.

A soldado Delazari que também tem conta no Instagram e expõe sua rotina diária de treinos de corrida e bicicleta diz que também nunca foi desrespeitada dentro da corporação por causa das fotos postadas na rede social onde aparece de biquíni, top e short.

“Sempre recebi muito apoio e acabei virando referência dentro do batalhão”, diz a soldado. Sobre receber cantadas, Delazari contou que já recebeu algumas investidas, mas se impôs colocando os homens para correr. “Nada justifica uma mulher ser desrespeitada”.

Machismo na corporação

Mas a história em Alagoas não é assim. Lá foi aberto um procedimento administrativo pela Corregedoria para apurar uma denúncia de uma tenente-coronel do Corpo de Bombeiros que foi vítima de de um major da Polícia Militar.

A militar teve uma foto de biquíni em um grupo de futebol da Associação de Oficiais da PM e do CBM. “Eles sabiam de quem se tratava e me desrespeitaram. Foi postado o meu vídeo de biquíni e, após isso, vem o comentário: ‘será que gosta de r… aí?’ Depois ele foi repreendido e apagou o comentário, só que já tinha sido printado”, disse em um trecho das imagens.

Em entrevista ao Portal Gazetaweb, a militar afirmou que pretende ir à Justiça por danos morais contra quem compartilhou a imagem com comentários pejorativos. “Tem homens, militares, oficiais, comandantes que postam foto de sunga, sem camisa, e isso nunca foi motivo para eles serem desrespeitados, virarem tema de roda de conversa, motivo para virarem centro de brincadeiras em grupo de WhatsApp. E nós, enquanto mulheres, não podemos postar foto de biquíni porque isso é uma desonra. Em pleno século 21, a gente tem que militar pelo direito de postar uma foto de biquíni.”

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