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Artista múltipla, 2019 foi o ano em que Larys Escobar descobriu o amor por tatuagem

Ela era do tipo de artista que desenha desde que se entende por gente. Na infância, quando pegava os lápis de cor e alguns papeis, transformava o que era apenas branco, em algo colorido, criativo, diferente. Na escola, seu talento já chamava atenção, tanto que aos oito anos de idade, na terceira série, ela ganhou […]

Leandro Marques Publicado em 30/12/2019, às 11h00 - Atualizado às 12h30

Larys Escobar (foto: Leandro Marques)
Larys Escobar (foto: Leandro Marques) - Larys Escobar (foto: Leandro Marques)

Ela era do tipo de artista que desenha desde que se entende por gente. Na infância, quando pegava os lápis de cor e alguns papeis, transformava o que era apenas branco, em algo colorido, criativo, diferente. Na escola, seu talento já chamava atenção, tanto que aos oito anos de idade, na terceira série, ela ganhou um concurso de desenho por reproduzir fielmente um dos personagens da Turma da Mônica, apenas com o olhar.

A artista Larys Escobar cresceu assim, gostando de fazer arte. Mesmo sem o apoio do pai, no início, através de seus desenhos ela conseguia ir para outros lugares, muitas vezes, bem mais interessantes que a vida que levava. “Eu sempre gostei de arte, mas meu pai dizia ‘arte não dá dinheiro, não vá por esse caminho’. O caminho certo seria medicina, arquitetura ou direito”, relembra.

Indo na contramão da vontade do pai, Larys começou a estudar Biologia, na UFMS, onde ela comprovou que gostava de mato, natureza, mas sua aptidão estava longe de levar a profissão adiante. O curso era um grito de independência, pois ainda não era o sonho que o pai esperava da filha. Insatisfeita, ela trancou o curso, mas e agora… como contar para o pai?

Artista múltipla, 2019 foi o ano em que Larys Escobar descobriu o amor por tatuagem
Criando (foto: Leandro Marques)

“Não podia dizer pro meu pai que interrompi o curso, depois de todo escarcéu que eu fiz pra fazer.  Pensei ‘vou falar alguma coisa pra convencer ele a me ajudar’, falei ‘pai, quero fazer concurso público’, aí ele ‘nossa, sim, te ajudo’, aí comecei a estudar pra fazer concurso público pra Policia Militar, enquanto isso fui desenhando e pintando como hobby”.


Outro vestibular, uma nova profissão

Larys fez outro vestibular e passou para Engenharia Ambiental, também na UFMS. Enquanto não pintasse o tal concurso ela continuou estudando, fez a faculdade toda, se formou, prestou o concurso, mas não passou. Não seria daquela vez que ela se tornaria uma moça concursada.

Por quatro anos, a artista trabalhou na área de Engenharia Ambiental, no Mato Grosso, no município de Campo Verde. Se sentindo cada vez mais vazia, fazendo algo por obrigação e sem prazer, os rumos estavam mudando. “Não tinha tempo para pintura e trabalhava 10 horas por dia. Chegava em casa e só queria descansar, ficar vendo TV e comendo. Aí eu pensava, ‘caramba que !&$%#*, eu vivo trabalhando 5 dias na semana, vendendo meu tempo precioso para essa empresa, um trabalho que eu me acostumei a gostar, que não tenho paixão e vivo nos intervalos disso’. Comecei a realmente ficar doente, um pouco depressiva e ter problemas gastrointestinais. Aí larguei tudo e voltei pra cá (Campo Grande)”, revela.

Artista múltipla, 2019 foi o ano em que Larys Escobar descobriu o amor por tatuagem
Algumas de suas pinturas (foto: Leandro Marques)

“O que fazer da minha vida?”

“Voltei a Campo Grande e me perguntei ‘o que que é que vou fazer da minha vida?’. Tá, não sei… Comecei a fazer coaching, aí falei: ‘preciso ter mais fontes de renda’. Aí ele ‘o que você gosta de fazer?’ e eu ‘ah, eu sei desenhar, sei pintar e fazer maquiagem em mim’. Aí ele começou a me dar gás para fazer maquiagem”, conta ela.

Certa da decisão de arriscar e tentar se encontrar na profissão de artista, Larys começou a chamar os amigos para maquiar e aprender. Seus estudos e pesquisas foram se aprofundando e as coisas foram acontecendo. “Fui conhecendo pessoas que me ajudaram a ter um portfólio legal, a ter bons trabalhos e hoje em dia já tem uma procura”, diz.

Em paralelo a maquiagem, Larys também começou a publicar em seu Instagram os desenhos que fazia. Mesmo achando os desenhos “uó”, ela segurou seu perfeccionismo e resolveu botar sua arte pra jogo e logo já repercutia na rede social. “Eu vendi um desenho ou outro, as pessoas viam os desenhos e perguntavam se eu estava vendendo. Eu ficava pensando “nossa, mas você quer comprar esse?” (risos), aí compravam”.

Artista múltipla, 2019 foi o ano em que Larys Escobar descobriu o amor por tatuagem
Trinka, Begèt de Lucena e Luciano Daniel (fotos: reprodução)


Tatuagem e um novo talento em 2019

Quem vê em fotos ou ao vivo algumas das tatuagens de Larys Escobar fica extremamente encantado com seus traços e misturas de técnicas, que surpreendem a cada olhar. Nem parece que faz cerca de um ano que aconteceu seu envolvimento com esse novo universo.

Uma amiga tatuadora foi quem “deu a letra”. A artista Pam Magpali foi quem lhe incentivou a começar a tatuar, já que estava “dando uma grana” e a artista tinha todo talento para se desenvolver como tatuadora. “Fui atrás dos materiais, mas pensava ‘quem vai querer tatuar comigo? Quem vai ser o loco’. Aí deu uns três meses e um primo meu, que não via há muitos anos, viu os meus desenhos no Instagram e também perguntou por que não começava a tatuar?”, conta .

(foto: Reprodução)
Os detalhes e impacto de um de seus mais recentes trabalhos (foto: Reprodução)

O primo Nagib Escobar, já tinha seu estúdio de tatuagem há dois anos e abraçou a ideia de incentivar a prima. Ele abriu as portas e se ofereceu a mostrar como funcionava esse trabalho. “Aí ele falou assim, cola aqui no meu estúdio, eu te mostro as coisas, te apresento os equipamentos, você usa os meus pra você saber se você gosta, se sim, você investe. Eu falei ‘uai, mas quem eu vou tatuar?’, ele respondeu, ‘nós aqui’, e eu falei ‘então tá’!”.

Na primeira tentativa, das três pessoas que trabalhavam no estúdio, um passava pro outro a função de modelo da rodada. Como ela nunca havia feito nada na pele de alguém, talvez rolasse um receio daquele teste não sair muito legal. Até que uma pessoa se sujeitou e o resultado foi recebido com alegria e surpresa: tinha ficado muito massa! “Eles ficaram impressionados e agora toda vez que eu faço um desenho eles ficam se estapeando, risos”.

O talento tem aflorado cada vez mais e muitas inspirações aguardam a artista em 2020. Com asas nas costas, ela pretende viajar muito e levar sua arte pra onde for. “Ano que vem quero viajar mais, conhecer gente, fazer contato, trabalhar e continuar exaltando a arte”, pontua ela.

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Encontre Larys Escobar

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Um salve pras minas que arregaçam as mangas e tomam conta de seus próprios rolês. Salve!

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