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Companhia finaliza curso para artistas amadores e estreia espetáculo Pedra Bruta

Apresentações têm entrada gratuita

Mariana Lopes Publicado em 02/05/2018, às 10h53

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Fruto de um projeto de aulas de teatro para artistas amadores, a peça “Pedra Bruta – Ensaio para colher o provisório das coisas”, da Cia Teatral OFIT, estreia nesta quinta-feira (3). As apresentações seguem até domingo (6), no Centro Cultural José Octávio Guizzo e a entrada é gratuita, mas com ingressos limitados.

O espetáculo tem duração aproximada de 45 minutos e classificação indicativa de 14 anos. A peça revela um caleidoscópio de situações e angústias que promovem uma exposição direta, engraçada e sensível sobre a intolerância, a juventude e a intensidade dos tempos de agora.

Enquanto a natureza de um grito coletivo é lapidada, o teatro desponta para iluminar a superfície dos olhos e aquele açúcar que fica no fundo. O estado bruto se torna a matéria tanto das pequenas violências cotidianas quanto da capacidade de moldar o tempo que resta. Pedra Bruta é um encontro que estreita a distância entre ator e personagem, entre os silêncios coagidos e as explosões que pairam quando o palco se transforma no instante incontornável para se falar sobre tudo o que poderíamos ser, se o mundo soubesse colher a brutalidade das pedras.

Com direção de Nill Amaral e escrito pelo dramaturgo e colaborador da OFIT há mais de cinco anos, Éder Rodrigues, a peça é originária do projeto “AMADORES – O que você gostaria de dizer através do teatro e não teve oportunidade?”, que no começo deste ano, teve sua desenvoltura através do Edital do Fundo de Apoio ao Teatro de Campo Grande (FOMTEATRO) por meio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campo Grande (SECTUR) com apoio da Secretaria Estadual de Cultura e Cidadania (SECC), Fundação de Cultura (FCMS), Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG) e UFGD – FACALE Curso de Artes Cênicas.

“Durante o processo de ensaios e preparação do projeto, muitos recortes foram surgindo, inspirados na polarização e nos contextos sociais bastante discutidos na atualidade, como a falta de comunicação, a intolerância, o preconceito. O projeto não teve a conotação de realizar oficina para formar atores, mas o de buscar um diálogo cênico que atravessasse o seu pensamento na construção de uma identidade teatral que só a arte permite”, afirma o diretor Nill Amaral.

Segundo o diretor, no palco os atores encenam situações que vão da violência ao processo de questionar o próprio estar em cena, em outras palavras, discutir o fazer teatral na nossa atualidade. “As cenas se desenrolam a poucos metros do público, no “foyer” do teatro, pretendendo uma identificação imediata”, diz.

Serviço

Apresentações gratuitas de quinta a sábado (03 a 05) às 20 horas e no domingo (06) às 18 e 20 horas, os ingressos devem ser retirados com 30 minutos de antecedência. O Centro Cultural José Octávio Guizzo está localizado na rua 26 de agosto, 453, Centro, entre a avenida Calógeras e rua 14 de Julho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795.

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