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Judeus planejavam em 1938 criar estado judaico no território de Mato Grosso do Sul

Plano era chamado de ‘Uma terra para Judeus’

Midiamax Publicado em 29/06/2017, às 14h32 - Atualizado em 17/04/2019, às 17h54

Panfleto de 1938 listava MS como opção para nação sionista (Reprodução)
Panfleto de 1938 listava MS como opção para nação sionista (Reprodução) - Panfleto de 1938 listava MS como opção para nação sionista (Reprodução)

Já houve diversas propostas de criação de um estado judeu ao longo da história judaica, desde a destruição do antigo Israel à formação do estado moderno de Israel. Embora algumas destas tenham vindo a existir, outras nunca foram implementadas, como o plano de 1938 de criar um Estado judaico em Mato Grosso do Sul. A história foi publicada pela revista ‘Super Interessante’.

De acordo com a publicação, os judeus planejavam a criação de um Estado próprio, depois de atravessar incontáveis conflitos. Ao longo da história, os judeus foram perseguidos não por um nem dois nem três povos, foram inúmeros. A contar dos assírios, babilônios, selêucidas, romanos, portugueses, espanhóis, cossacos, russos até o nazismo.

O Estado de Israel surgiu em 1948 e, justamente por isso, outros projetos para a formação desse país acabaram esquecidos na gaveta empoeirada dos planos que nunca se concretizaram. Não havia só um plano de nação para os judeus, mas algumas dezenas. Um exemplo desses idealistas era Joseph Otmar Hefter, que publicou em Nova York, em 1938, o panfleto “Room for the Jews!”, que trazia um mapa, um manifesto e um descritivo de possíveis novos países judaicos.

Dez desses projetos estão exibidos no panfleto do idealista e defensor da Nova Judeia, Joseph Otmar Hefter, que publicou em Nova York, em 1938, o “Room for the Jews!” – Uma terra para os Judeus -, que trazia um mapa, um manifesto e um descritivo de possíveis novos países judaicos.  Madagascar, Uganda e Birobidzhan, na Rússia, e os representantes da América do Sul em um território que ocupa o sul e o oeste da Guiana e o sudeste da Venezuela, na fronteira com o Brasil. O outro fica dentro do país mesmo, em Mato Grosso do Sul:

“Uma seção da região de Matto (sic) Grosso, ao norte do Rio Paraná, na fronteira com o Paraguai. Encravada, inexplorada, desconhecida, quase inabitada. Uma terra difícil de florestas, perigosa, mas habitável. Rica em recursos. Borracha, ouro, diamantes. Potencial império industrial. Poderia neutralizar grandes colônias japonesas e alemãs entrincheiradas na costa”.

O hipotético estado judaico em Mato Grosso do Sul fica ainda mais surreal quando sobreposto a outra realidade paralela, a das teorias conspiratórias. Há quem jure que ali pertinho, em Nossa Senhora do Livramento, 140 km acima da ainda inexistente divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, viveu até 1984 um simpático imigrante chamado Adolf Leipzig. Teria morrido em paz, com seu nome de nascença devidamente escondido: Adolf Hitler.

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