MidiaMAIS

Peça que fala sobre tempo e coisas da vida estreia neste sábado e domingo no Aracy

Espetáculo ‘Um Trago nas Horas’ é dirigido por Fran Zamora

Carol Alencar Publicado em 04/04/2015, às 10h10

None
11038994_1571810249703234_4837180806508249923_n.jpg

Espetáculo ‘Um Trago nas Horas’ é dirigido por Fran Zamora

O que você fez ou faz das suas memórias? Ou, o que elas fizeram com você? Essas são parte dos questionamentos levantados pelo grupo teatral Você em Cena, durante a apresentação do espetáculo ‘Um Trago nas Horas’, que tem sua estreia neste sábado (4) e domingo (5), no  Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo, às 20 horas.

 A classificação é livre e a duração aproximada de 85 minutos.

Inédita, a peça da diretora e dramaturga Francielle Zamora é uma obra atemporal, feita para inspirar o espectador a tirar dela algumas conclusões. Fala sobre o tempo, o que as pessoas fazem da vida, das memórias e de como tudo isso nos afeta.

Ávalos é o personagem central, um pianista famoso que está adoecendo e perdendo o movimento das mãos, representando também seu ego: algoz em seu passado, o músico viveu a melhor fase em sua juventude.

O personagem, porém, vive dilemas pessoais no presente, casos internos que o levaram ao fracasso. Mas novas perspectivas são apresentadas por quem o cuida: Clarisse. Ela questiona seu passado e seus casos de amor. As cenas pulam do passado para o presente em esquetes com música, performances e uma poética com pitada francesa.

A peça representa o tempo e as escolhas baseadas nas más memórias. Deturpadas por virtudes equivocadas, o homem se apoia na felicidade externa. Imagina que para ser feliz é preciso conquistar ou recuperar algo. Através das frustrações desses apoios que geralmente se esfacelam, seus pensamentos vão revoltos para um mau caminho de negatividade.

A poética do drama induz o pensamento de que as pessoas precisam voltar ao início de tudo, à essência de ser, de satisfazer-se, de agradecer, de cativar, de cultivar e de valorizar o afeto, a positividade, de celebrar o que é de Deus.

O espetáculo aborda o tema através de um homem doente em vários aspectos, desdenhando a pouca vida que tem num enlace de memórias subjetivas exteriorizadas por seu ego, que é seu personagem paralelo e a representação de sua juventude em cenas que destrincharão sua relação com as mulheres e seus erros, que tanto apoiaram sua felicidade, desilusão e tristeza e que o levam para a autodestruição.

Jornal Midiamax