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Parque do Itanhangá vira protagonista em filme de Filipi Silveira

Bastante conceitual, o filme fala basicamente sobre a amizade. 

Midiamax Publicado em 26/02/2015, às 16h52

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Bastante conceitual, o filme fala basicamente sobre a amizade. 

O parque do Itanhangá ganhou status de protagonista no novo trabalho do diretor e ator de cinema Filipi Silveira. Em “Irmãos de Alma” o parque divide espaço com Thelma (Nadja Mitidiero) e Rui (Filipi Silveira) em uma história que fala de amizade e traumas infantis.

Bastante conceitual, o filme fala basicamente sobre a amizade e até onde podemos ir para defender um amigo. Todo filmado no Parque do Itanhangá, um dos mais bonitos e antigos de Campo Grande, a história mostra a construção da amizade dos dois personagens e os traumas que cada um viveu.

Com forte influência de grandes mestres do cinema como Terrence Malick, Richard Linklater e Woody Allen, o filme prova que mais que diversos cenários, o que segura uma boa história é a carga dramática da película.

E isso não falta em “Irmãos de Alma”. Uma revelação surpreendente de Thelma, faz a história tomar corpo e o diálogo força. No filme, assim como Malick costuma usar muito de imagens idílicas, Filipi constrói a história dentro do parque que ganha proporção de protagonista, sofrendo e sorrindo com os personagens. “Sou muito cinéfilo e ponho muitas referências do que gosto”, diz, sobre a condução do filme.

Como um refúgio, o parque, é o local preferido de Thelma que sempre vai para lá quando está chateada. E nesses momentos encontra Rui, que se torna amigo e confidente.

O gira-gira é o brinquedo preferido dos dois quando crianças. E como numa analogia de dar a volta e continuar seguindo, eles rodam e rodam sem parar. “O filme trabalha muito as lembranças, os sentimentos. É muito focado na interpretação”, diz Filipi.

Independente

Feito de forma independente, ou seja, sem verbas públicas, o filme contou com apoio de várias empresas como Pizzaria Luigi, Alimentar Dietas, Doca Brechó, Cozina Filmes, Estúdio Manhattan, entre outros.

A exemplo de “O Florista”, que foi para Cannes, Los Angeles, Cuidad de México…entre tantos outros lugares, “Irmãos de Alma” deve rodar por dois anos até ser lançado oficialmente no Brasil. “Para ir aos festivais o filme deve ser inédito. Por isso, vamos levar para o máximo de lugares antes de lançarmos oficialmente”, diz.

Jornal Midiamax