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‘O tempo amadurece o artista’, diz Márcio de Camillo sobre seus 20 anos de carreira

Show de comemoração acontece no próximo dia 25 em Campo Grande

Carol Alencar Publicado em 16/04/2015, às 09h17

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Show de comemoração acontece no próximo dia 25 em Campo Grande

Antes de qualquer adjetivo que possamos associar a Márcio de Camillo, um deles é único e o representa bem, sensibilidade. É com essa mesma sensibilidade que ele canta e encanta em todas suas produções. O cantor e compositor sul-mato-grossense comemora seus 20 anos de história na música no palco do Teatro Glauce Rocha, no próximo dia 25 de abril.

Como mesmo decifrou, os 20 anos são somados a partir do momento em que ele lançou seu primeiro disco, Olhos D’água, gravado em 1995. “A música, com certeza faz parte da minha história, mas comecei a cantar mesmo desde que lancei o primeiro CD que foi o momento em que coloquei todas minhas influencias reunidas naquele disco, tudo que estudei, que criei começou ali…” relembra o artistas, que tem hoje, 45 anos.

A linha do tempo da carreira do músico, que também pode ser considerado um cantautor, foi construída, segundo ele, como uma grande obra. “Foquei minha carreira com a preocupação de deixar alguma coisa, arquivada artisticamente… e acho que o artista tem que se preocupar com a obra, depois da beleza, o que sobra é a arte….”, pontua

Falando de obras… em 2011 Márcio apresenta o disco ‘Telepaticamente’; em 2005, o ‘Ao Vivo’ e em 2007 o ‘Me Deixa Levar’ e mais recentemente, se destacou em dois grandes projetos que, não diferente, marcam sua carreira, o ‘Hermanos Irmãos’, parceria com os músicos Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira e ‘Crianceiras’, que são poemas musicados de Manoel de Barros.

“Fazer o Crianceiras foi, sem dúvida, uma das minhas maiores experiências; foi quando senti, que a coisa ficou mais forte…e quando trabalhei em cima da obra de um grande poeta, que me mostrou que o tempo, amadurece o artista”, enfatiza.

Além da trajetória na música particular, o músico que ‘Deixa a Bola Rolar, que Rola’, está à frente do programa semanal ‘Meu Mato Grosso do Sul’ que além de musical, agrega todas as artes regionais que têm se destacado na cena local.

“Na verdade, penso a minha carreira com vários braços; meu lado mais inquieto foi para os projetos, sou bastante influenciado pela música sul americana moderna, e tenho uma imensa admiração pelos músicos que representam essa vertente, como Jorge Drexler, Almir, Renato Teixeira, o próprio Zé Geraldo…enfim, tenho sorte de ter sido influenciado pelos amigos, musicalmente falando.”, comenta.

Márcio que tem um violão folk totalmente influenciado pelo criador de ‘Uma Pra Estrada’, o músico Geraldo Roca conclui: “Tenho uma sinceridade que me faz caminhar e encontrar pessoas com a mesma sensibilidade…isso faz valer todas as duas décadas de história”.

Show

Para o show do dia 25 de abril, Márcio afirma que fará um passeio em canções que contam uma história, que reuni seus principais sucessos, além de clássicos sul-mato-grossenses.

“No começo, você mais parece do que é. Depois você precisa ser e não parecer. No meu caso, do Almir Sater veio a coisa mais raiz, a viola caipira. Prestei muita atenção nas letras do Paulo Simões e Renato Teixeira. O Geraldo Roca é a soma de tudo. E sou muito influenciado por aquele momento do Prata da Casa, desde Acaba até a Família Espíndola. Tem ainda Jorge Drexler, e o mineiro o Zé Geraldo… Esta é a base da minha música”, enumera o artista.

Os músicos Chicão Castro (percussão), Junior Negretti (sopros) e Caio Nascimento (teclado) acompanham o músico nesse espetáculo. A iluminação do espetáculo é de Camila Jordão, a cenografia de Paulo Higa e Camila Jordão e a produção da Criatto Promoções.

“Os convidados especiais do meu show, serão o meu público…que cada vez mais é diversificado…o show é para eles”.

O espetáculo-show começa pontualmente às 21 horas. E os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e estão sendo vendidos na Livraria Le Parole que fica na Rua Euclides da Cunha, nº 1.126 – Jardim dos Estados.

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