MidiaMAIS

Diante da degradação, frequentadores de parque usam a criatividade para se divertir

Moradores relatam sentir saudade de ver o local em boas condições

Mikaele Teodoro Publicado em 17/11/2015, às 11h14

None
_mg_2937_interna.jpg

Moradores relatam sentir saudade de ver o local em boas condições

Localizado no Bairro Aero Rancho, o mais populoso de Campo Grande, o Parque Ayrton Senna sofre com o mau uso e degradação. Mesmo tendo sido entregue pela prefeitura á população depois de meses interditado, a estrutura do local ainda apresenta muitas falhas, com direito a balanços e gangorras quebrados e piscina inativa. Por esse motivo, dezenas de usuários são obrigados a soltar a imaginação e usar a criatividade para encontrar novas opções de lazer na Capital, enquanto lembram com saudosismo da época que o Ayrton Senna era preservado.

Atualmente, entre uma interdição e outra, a população é obrigada a usar a criatividade para se divertir e desfrutar momentos de lazer em família. Shopping, Lago do Amor e Parque das Nações Indígenas são algumas das alternativas para o casal Washington Alexandro, 34, e Marisa de Oliveira, 37.

Entristecidos com as más condições do parque, os dois tiveram que encontrar outros lugares para relaxar e curtir o frescor de um bom tereré. “Em frente a nossa casa não tem condição de ficar, assim, temos que procurar outras opções”, relata Washington. Mariza lembra da quantidade de melhoras que ainda precisam vir, mas também, apela para a consciência da população. “Muita coisa ainda precisa mudar, ser reformada. Uma boa opção seria opções de grupos de dança, esportes e encontros, mas junto com isso, também é preciso que as pessoas tenham consciência e zelem por aquilo que nos é oferecido”, lembra.

Clayton Eduardo de 10 anos, sofreu muito durante o tempo em que o local esteve fechado. Sem permitir ser contrariada, Adriana Borges, 38, mãe do garoto, não permitia que ele saísse para jogar futebol, andar de bicicleta ou fazer outras atividades que toda criança adora. O resultado da proibição, foram semanas de reclusão dentro de casa.

“Durante todo o período de férias ele ficou dentro de casa, até porque sempre me preocupei em deixar ele sair para a rua. Sem o Parque em bom funcionamento, a gente fica de mãos atadas”, explica. Sorte mesmo tem o casal Rosane Silva, 40, e Renato dos Reis, 39. Sempre que bate aquela vontade de fazer um programa diferente com o filho Heitor de 6 anos, a família tem a opção de desfrutou do clube de onde eles são sócios.

Ciente da importância de locais públicos destinados ao lazer dos cidadãos, Roseane atribui a culpa pelas deficiências na área do lazer ao governo e ao mau uso. “As pessoas têm a péssima mania de destruir o patrimônio público, mas o governo também deixa a desejar no quesito segurança. Agora, por exemplo, não tem nenhum guarda aqui á vista”, observa.

Jornal Midiamax