MidiaMAIS

Com título de ‘O Amor Nunca Morre’, musical traz jornalista de volta aos palcos

A história de um capitão e uma princesa escravizada que vencem o preconceito

Carol Alencar Publicado em 03/07/2015, às 10h24

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A história de um capitão e uma princesa escravizada que vencem o preconceito

Ela é jornalista e também, apresentadora de TV, mas, em outros carnavais, atuava como atriz em palcos campo-grandenses. Há 10 anos afastada do teatro, Jacklin Andreucci volta em grande estilo, na pele de uma protagonista de peso, no musical AIDA – O Amor Nunca Morre. As sessões do espetáculo acontecem nesta sexta (3), sábado (4) e domingo (5), às 20 horas, no Teatro Aracy Balabanian.

Ao MidiaMAIS Jacklin disse que a experiência em voltar aos palcos chegou numa boa hora em sua vida, quando assim como a personagem que iria encara, estava também, se apaixonando. “Desde quando recebi o convite e da preparação da nossa montagem, foi muito bacana, porque durante todo o processo de preparação, eu me identificava com a personagem, porque assim como AIDA, eu estava amando na ‘vida real’ e nesse momento todo, de estar conhecendo uma pessoa, tudo me encantava… tem uma música no espetáculo que se chama ‘O Encanto que ficou’, que fala justamente desse lance, de se apaixonar por uma pessoa desconhecida… enfim, o lado romântico da personagem se encontrou com o meu lado romântico daí já viu né”, brinca Jacklin, que começou a fazer teatro aos 14 anos.

Jacklin viverá AIDA, uma princesa que é escravizada e se apaixona pelo cara que a escravizou, o Capitão Radamés. O musical em si, é um clássico da Disney, que com músicas de Elton John e letras de Tim Rice, conquistou amantes de musicais de todo o mundo.

De acordo com o diretor da peça e professor da UEMS, Fernandes Ferreira de Souza, a montagem do espetáculo em Mato Grosso do Sul durou cerca de seis meses. “Foram cinco meses de intenso ensaio, pesquisa e elaboração de todo o musical, porque como AIDA é um espetáculo que foi montado no mundo inteiro, a gente fez questão de recorrer a todos para construir a nossa versão e, precisávamos encontrar uma protagonista que fosse de peso e acabamos encontrando a Jacklin e todo o elenco afinadíssimo que temos, foi muito bacana”, explica o diretor.

São 15 atores em cena que também são alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e 15 profissionais da comunidade externa, uma vez que o musical é um projeto de extensão, que permite essa mescla de pessoas de dentro e fora da universidade. A montagem é feita pelos acadêmicos do curso de Artes Cênicas da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Campo Grande Andressa Z, Alex Pires, Ariel Ribeiro, Brisa, Dayany Matos, Filipe Prado, Iris Mota, Isabella Fialho, Jacklin Andreucce, Jean Charles, Luiz Khalaf, Marjorie Matsue, Pablo Pacheco, Silvio Santana e Tess Ornevo.

Fernandes explica ainda, que enquanto diretor de musical – ele já fez cinco só na Capital, espera que o público se envaideça da montagem que preparou. “A receptividade em todos os nossos espetáculos sempre foi muito boa, positiva e acho que devido a globalização e principalmente a internet, as pessoas tem despertado o interesse de comparecer e assistir a musicais…o que é muito bom para a gente”, avalia.

Sobre cantar e atuar ao mesmo tempo, Jacklin disse que não é uma tarefa das mais fáceis e sobre desmistificar a jornalista da atriz também. “Eu fiquei tanto tempo sem atuar que quando voltei, foi com tudo [risos], mas acho que cada ensaio que fizemos foi uma entrega diferente e dedicada…  mas o importante vai ser ver as pessoas diferenciando a jornalista da atriz, eu, pelo menos, estou fazendo este trabalho para que não vejam a Jacklin que fala ‘Boa Tarde’ no jornal mas sim a que está atuando no espetáculo”, comenta.

Clássico

“Aida” estreou na Broadway em 2000, sendo a 35º produção com mais tempo em cartaz da Broadway. Foi indicado para cinco prêmios Tony e ganhou quatro em 2000, incluindo melhor trilha musical e melhor performance de uma atriz em musical. A peça foi montada em São Paulo, entre 14 de fevereiro e 3 de abril de 2008, no Teatro Cultura Artística.

A produção foi originalmente concebido para um filme animado pelos executivos da Disney, que queriam fazer um outro projeto com o cantor Elton John e o letrista Tim Rice, após o sucesso de “O Rei Leão”.

“Aida” foi traduzido para 15 línguas: alemão, italiano, japonês, coreano, holandês, espanhol, estoniano, francês, hungáro, croata, português, sueco, dinamarquês, hebreu e checo. Entretanto nunca foi encenado profissionalmente em Londres ou em outras partes do Reino Unido – o país de origem de seu compositor e letrista.

Os ingressos estão à venda a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada) e podem ser adquiridos no Teatro Aracy Balabanian, localizado na Rua 26 de Agosto, 453.

Jornal Midiamax