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Colecionador de LPs, carioca apaixonado pela música faz do hobby ‘ganha-pão’

Coleção chega a faixa de 2 mil LPs 

Clayton Neves Publicado em 28/04/2015, às 20h09

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Coleção chega a faixa de 2 mil LPs 

Em Campo Grande a cerca de 10 anos, o carioca Pietro Luigi, de 39 anos, nunca imaginou que uma década depois de sair do Rio de Janeiro, veria seu hábito de colecionar objetos se tornar um empreendimento que, além de se tornar uma profissão, incentivaria a cultura da Capital. Em conversa com a equipe do MídiaMAIS, além do empresário bem humorado que relatou algumas idéias de projetos culturais, também nos fazia companhia uma série de LPs, parte da coleção de dois mil discos de vinil que o colecionador tem.

Luigi nos recebeu na Subcultura, estabelecimento que há um ano integra o comércio da região da antiga rodoviária da cidade. Durante uma conversa bem descontraída na loja simples, aconchegante e repleta de itens históricos que nos traz uma sensação nostálgica, o empresário lembra-se de como começou sua paixão pela música dos discos de vinil. “A música sempre esteve presente na minha vida. Com a chegada dos CDs, as pessoas deixaram os LPs de lado, mas eu sempre tive a mania de guardar as coisas e como já tinha o toca-discos, continuei apreciando os LPs”, lembrou.

Embora seja um apreciador nato do som peculiar vindo do toca-discos, Pietro não é contra as diversas tecnologias musicais existentes no mercados. “Muitos se assustam quando chegam na minha loja e se deparam com alguns CDs. Acreditam que sou contra a tecnologia,  mas pelo contrário, prefiro os LPs pela qualidade do som, mas carregar um toca-discos dentro do carro por exemplo é inviável, por isso sou totalmente a favor das novas tecnologias”, explica o empresário.

Pietro lembra que sua primeira experiência com a Capital não foi das melhores.“Quando cheguei à cidade me jogaram um balde de água fria quando me disseram que a cultura da cidade era fraca, mas eu não queria ser mais um a ficar de braços cruzados”, disse.

Atualmente, vivendo apenas da renda que vem de sua loja onde vende e troca LPs, CDs e livro, Pietro aproveita o contato diário com o público para formar uma rede de amigos e assim, influenciar a cultura da Capital. Um dos projetos de incentivo a cultura é o Cine Muquifo, que leva clássicos do cinema nacional e regional à população da cidade.

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