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Objetos do cotidiano ganham nova dimensão em Festival de Teatro

O FITO acontece neste final de semana, de 2 a 4 de dezembro, das 16h às 22h, no Albano Franco, com entrada gratuita

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 22h05

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O FITO acontece neste final de semana, de 2 a 4 de dezembro, das 16h às 22h, no Albano Franco, com entrada gratuita

Simples objetos que fazem parte do nosso cotidiano chamam a atenção e ganham nova dimensão do público campo-grandense durante o Festival Internacional de Teatro de Objetos (FITO). Em cenários curiosos e inusitados, artistas brincam com malas, panelas, sapatos, ferramentas e, acreditem, até retroescavadeira.

Pela segunda vez em Campo Grande, o FITO traz 80% da programação inédita e encerra a temporada 2011 na Capital Morena, com 18 espetáculos encenados por companhias teatrais do Brasil, Argentina, Espanha, França, Itália, Bélgica e Holanda.

Na abertura oficial do Festival, realizada na tarde desta sexta-feira (2), o Albano Franco se transformou em uma verdadeira fábrica de sonhos, capaz de mexer com a fantasia de “crianças” pequenas, médias e grandes.

E esse é o objetivo da idealizadora do projeto, Lina Rosa, que há três anos percorre o Brasil com o Festival. “O brasileiro é muito criativo e, sem perceber, teatraliza os objetos desde pequeno. Quero que o público se divirta tanto quanto a gente”.

A diversão foi também foi garantida com a presença do ator Pasqual da Conceição, o famoso doutor Abobrinha, ou, como ele mesmo enfatisava, doutor Pompeu Pompilho Pomposo, do programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum.

Essa identidade com os objetos também incentivou a parceria mantida com a Fiems. “O público se familiariza com os objetos da indústria, e acabamos remetendo a cultura para dentro das casas”, diz Sérgio Longen, presidente da Fiems.

Linguagem universal

Embora muitos grupos teatrais sejam estrangeiros, a linguagem dos objetos é universal e ultrapassa os limites do entendimento comum. No espetáculo “A volta ao mundo em 80 dias”, encenado pelo ator argentino Fernán Cardama, a reação do público foi de surpresa quando ele proferiu a primeira fala.

Fernán explica que os objetos completam a fala do ator, e que são eles que seguram a história. “Mas não deixa de ser um desafio transmitir a emoção através de alguns utensílios”, confessa.

E pela manifestação da platéia ao final do espetáculo, Fernán conseguiu vencer o desafio. “Gostei demais da peça, algumas coisas que ele falou eu não entendi, mas os objetos acabaram falaram por si e ficou mais fácil”, garantiu a estudante Laisa de Souza.

No balé com a reto escavadeira, a emoção das pessoas não precisou de nenhuma palavra do ator da companhia fancesa Beau Geste. Os movimentos feitos no ar, há cerca de 50 metros de altura, junto à pá da máquina, foram sufucientes para prender a atenção do público.

Estrutura

Na entrada, balões disputam espaço com relógios gigantes enterrados na areia. Na tenda de “Cacarecos”, vários objetos antigos despertam o interesse de quem circula pelo interior do centro de convenções.

Na sala de Fitomostra, o público tem o gostinho de manipular e brincar com alguns objetos após as apresentações. E para aqueles que gostam de digitalizar a lembrança, pode passar na sala Fitografia e tirar uma foto com objetos e guardar de recordação.

Com uma equipe de 40 pessoas de diversas partes do Brasil, o FITO deixa uma magia indescritível por onde passa. “A reação do público é muito parecida em todos os lugares do país, todo mundo se encanta”, conta o produtor do evento, Carlos Mamberti.

Os espetáculos são apresentados neste final de semana, de 2 a 4 de dezembro, das 16h às 22h, no Albano Franco, com entrada gratuita. As peças das salas 1, 2 e 3 tem número de ingressos limitados 200 pessoas, e é preciso pegar o convite com meia hora de antecedência na bilheteria do local. Para as demais salas, o critério é ordem de chegada. Só é permitido um ingresso por pessoa.

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