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Profissionais de saúde denunciam o fim dos plantões e redução de 60% no salário

Com o fim dos plantões, o salário de um profissional de saúde passaria de R$ 3.000 para R$ 1.200

Midiamax Publicado em 07/01/2015, às 20h53

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Com o fim dos plantões, o salário de um profissional de saúde passaria de R$ 3.000 para R$ 1.200

Enfermeiros e técnicos em enfermagem que trabalham para a Prefeitura de Campo Grande reclamam do fim dos plantões. Tal informação estaria sendo repassada pelos corredores dos hospitais e UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande.

De acordo com eles, isso reduziria em até 60% a remuneração recebida atualmente pelos profissionais da saúde, já que a maior parte da remuneração vem dos plantões.

Segundo um enfermeiro que preferiu não se identificar, em virtude de represálias, seu salário base é de apenas R$ 1.200, contudo, somando com os plantões, a remuneração pode chegar a R$ 3.000 facilmente.

“O prefeito está falando que vai cortar os plantões em todas as unidades de saúde, isso vai prejudicar muito os profissionais de saúde, é uma redução nos salários muito grande”, alerta.

Um técnico em enfermagem informa que os plantões já foram abolidos no Cempe (Centro Municipal Pediátrico), localizado na Avenida Afonso Pena. Por lá é feito um sistema de três turnos. Desta forma, há profissionais trabalhando o tempo todo, sem a necessidade de haver plantões.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da Prefeitura não confirmou que os plantões acabarão na rede municipal de saúde, se restringindo a dizer que ‘não há nada neste sentido até o momento’. Todavia, a Prefeitura não comentou que os plantões já acabaram no Cempe.

Assim, de uma forma ou de outra, a população em geral vai continuar a encontrar profissionais de saúde trabalhando nos hospitais e UPAs de Campo Grande, embora seja, às vezes, de forma deficitária. 

Jornal Midiamax