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Falta de reparo em pontes e vicinais deixa aldeias isoladas no interior de MS

Prefeitura fez reparo de uma das pontes que dá acesso, mas não arrumou entorno

Midiamax Publicado em 21/02/2015, às 12h46

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Prefeitura fez reparo de uma das pontes que dá acesso, mas não arrumou entorno

As aldeias indígenas Córrego do Meio e Lagoinha, localizadas em Sidrolândia, que fica a 73 quilômetros de Campo Grande, vive desde a sexta-feira (20) um isolamento de acesso devido às condições de duas pontes, que são mantidas pelo Poder Público Municipal.

Uma delas foi reparada pelos próprios moradores das comunidades, apenas com a ajuda de combustível da Prefeitura, mas obstáculos de barro impedem o seu alcance. Já a outra, que estava em estado precário, ficou ainda pior depois de ser exclusivamente utilizada nas últimas semanas até passar por interdição. 

Um ônibus da Viação Vacaria, que fazia o transporte de funcionários da Unidade da JBS Friboi de Sidrolândia, ficou preso no madeiramento da ponte, afundado com o peso do veículo. Cerca de 200 funcionários da indústria de alimentos sai das aldeias Córrego do Meio e Lagoinha para trabalhar na empresa, em dois turnos de expediente, com uma viagem diária de 30 quilômetros. 

Motícia do Jornal Midiamax, veiculada em janeiro, estimou explicações da Prefeitura, que justificou a distribuição de diesel a um carro que não era da frota oficial. O Poder Público Municipal de Sidrolândia justificou que o combustível era cedido à comunidade, que ficaria responsável por realizar o reparo do acesso, com o apoio da própria JBS-Friboi. 

“O serviço de recuperação da ponte, que a Prefeitura nos cedeu o diesel, foi feito, mas no trecho antes dela fica intransitável depois das chuvas por não estar cascalhado. Já pedimos ao Poder Público que faça a manutenção da estrada que dá acesso, em virtude da utilização necessária para muitos trabalhadores daqui ir para a zona urbana realizar suas atividades profissionais. Nas últimas semanas, mesmo fazendo um desvio de quatro quilômetros todo mundo passou a utilizar esse outro caminho, que acabou por estragar de vez a outra ponte”, diz o professor da Rede Municipal, e morador da Aldeia Indígena Córrego do Meio, Jucimar Clementino. 

A reportagem, até o fechamento deste texto não conseguiu explicações da Prefeitura sobre o trabalho de manutenção das estradas municipais que ligam a Zona Urbana às comunidades indígenas Córrego do Meio e Lagoinha. Sobre o incidente registrado na foto enviada ao Midiamax, o proprietário da Viação Vacaria afirmou lamentar profundamente as condições das estradas vicinais de Sidrolândia, e que assim como os moradores dessas comunidades torce para que o Poder Público faça o seu trabalho de viabilizar uma melhor estrutura de acesso na Área Rural do município.

“A dificuldade nas estradas e pontes da Área Rural da nossa cidade é algo diário na vida de quem mora nesses locais e para a viação que faz o transporte de trabalhadores dessas aldeias até a unidade da JBS-Friboi. Um problema que afeta a segurança das viagens e também atrasa a entrada dos profissionais no seu serviço ou o retorno às suas residências”, diz Moacyr de Almeida, diretor e proprietário da empresa.  

Jornal Midiamax