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Depois de impor troca de placas a centenas de motoristas, Detran-MS cancela obrigação

Mudança não é mais obrigatória e placas só serão trocadas se estiverem danificadas

Midiamax Publicado em 23/02/2015, às 11h55

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Mudança não é mais obrigatória e placas só serão trocadas se estiverem danificadas

Sem muito alarde, e depois que centenas de motoristas gastaram dinheiro extra trocando as placas dos automóveis nos últimos meses, um comunicado interno do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) do último dia 9 desobrigou a mudança das placas normais para refletivas. O custo chegava a R$ 150 reais em alguns casos.

Tudo começou com uma determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que caiu porque a partir do ano que vem o Brasil adotará as placas comuns com os países do Mercosul, derrubando assim a necessidade de trocar duas vezes o emplacamento. Conforme as novas normas a alteração agora deve ser feita apenas em casos nos quais a identificação estiver comprometida.

O custo de troca de placas é de R$ 148,96 e R$ 93,10 para motos. Segundo o diretor-presidente do Gerson Claro, a medida pretende atender uma determinação do governo do Estado que prevê economia de 25% na realização dos serviços e diminuir os gastos para a população. “Estamos desenvolvendo um trabalho para diminuir o custo para o cidadão e para o Estado”, justifica.

Quanto aos condutores que tiveram de fazer a alteração para seguir a determinação que até então era obrigatória, Gerson defende que a medida é legal. “O que trocou já está trocado e não houve nada ilegal, apenas entendemos que não há necessidade de fazer a troca se a placa não estiver danificada”, explica.

Gerson diz ainda que a decisão nãom está relacionada ao novo modelo de placas divulgado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e que a partir do próximo ano deve ser implementado no  Brasil e outros países do Mercosul, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

“Essa é uma questão que ainda está sendo estudada e deve valer apenas para os novos carros. No início do mês tivemos uma reunião em Brasília e faremos outra, no fim de março, com o Denatran e Contran para discutir as tratativas. É uma implantação demorada”, destaca.

Questionado sobre a obrigatoriedade da vistoria anual, no valor de R$ 103,45, o diretor-presidente do Detran ressalta que a medida deve contribuir para redução do número de acidentes provocados por carros em condições inadequadas.

“Fizemos uma análise a nível nacional. Entendemos que é realmente necessário. Não posso ser irresponsável de deixar veículos irregulares circulando. A população precisa entender que precisamos dirigir com mais cautela para diminuir o número de acidentes”, afirma. O diretor-presidente do Detran diz ainda que vai intensificar as campanhas educativas e que as fiscalizações serão mais rigorosas.

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