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Câmara sai em defesa dos professores, após adiamento de negociações pelo prefeito

O vereador Alex criticou o adiamento da reunião da categoria

Diego Alves Publicado em 07/10/2015, às 00h58

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O vereador Alex criticou o adiamento da reunião da categoria

O reajuste dos professores e o cumprimento da Lei 5.411 voltou a ser debatido pelos vereadores durante a sessão ordinária desta terça-feira (6), após o adiamento de uma reunião entre a categoria e o prefeito Alcides Bernal agendada para segunda-feira.

 Em seu pronunciamento, o vereador Alex criticou o adiamento da reunião da categoria, a qual foi adiada para depois da decisão da Justiça sobre a legalidade da Lei 5.411. “Não podemos perder nosso compromisso com a educação. Fizemos um juramento de cumprir a lei. Várias vezes pessoas, que hoje ocupam cargos na administração Bernal, vinham a esta Tribuna querendo o cumprimento da Lei e vários integrantes do primeiro escalão do atual prefeito se comprometeram com essa luta. Esta é uma luta que não pode ser esquecida. Tinha uma audiência marcada para segunda que foi deixada para depois da demanda judicial. Não precisamos da decisão judicial para voltar à mesa de negociação. Tem que sentar e discutir de maneira transparente antes da decisão judicial. Eu não vou abandonar a luta dos professores da educação, não estou aqui para ser vereador para agradar o prefeito de plantão”, afirmou.

 O vereador Eduardo Romero também concordou que as discussões precisam ser retomadas. “Precisamos retomar essas discussões, precisamos saber o porquê dessa demora em conseguir essas agendas com o prefeito. Precisamos discutir o novo reajuste agora, que chegou a peça orçamentária. Tem que haver essa discussão pela classe dos professores”, ressaltou.

 Para o vereador Herculano Borges, “caiu no esquecimento a questão do aumento dos professores. Sempre estivemos trabalhando na questão de ter um acordo para a Lei ser cumprida, trabalhando nesse entendimento para que a Lei fosse cumprida e a oposição dizendo que a Prefeitura era super avitária e tinha dinheiro para pagar e agora silencia. A Prefeitura silenciou e nada mais aconteceu, temos que trazer de volta o assunto, para que essa Lei 5.411 não caia no esquecimento. É muito bom que se traga de novo esse assunto para que a gente possa dar retorno para os professores”, alegou.

 A vereadora Luiza Ribeiro disse que continua apoiando a categoria do magistério e o cumprimento da Lei 5.411. “Sou defensora do que é justo, aprovamos a lei do piso não só em 2014, para revisar uma lei que tínhamos feito em março de 2013 e tinha sido descumprida em outubro, como mobilizados pelo presidente Mario Cesar decidimos receber uma nova Lei, que trouxe a recomendação técnica da possibilidade de cumprimento. Não tivemos nenhuma dissidência, aprovamos a lei por unanimidade. Apoiamos os professores o tempo todo, presidente da ACP, Geraldo Gonçalves usou a Tribuna por 17 vezes seguidas. A Lei 5.411 foi aprovada com capacidade técnica financeira de ser cumprida. Vimos que o problema não era da receita, pois não mostra uma queda relativa na receita, a receita municipal respondeu ao que estava planejado, tinha o problema na qualidade da despesa”, avaliou a parlamentar.

 O vereador Carlão também declarou seu apoio à categoria. “Sempre defendemos os professores, sempre falaram que a Prefeitura tava arrecadando mais do que gastava e tinha dinheiro, então que dê esse aumento que eles tanto merecem”, disse.

 Por fim, o vereador Alex afirmou que já convidou o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves já foi convidado para ocupar a Tribuna durante a sessão da próxima quinta-feira (8) para falar sobre como estão as negociações da categoria com o Executivo Municipal. “Tem que ter compromisso genuíno, autêntico com a causa, tínhamos uma reunião marcada ontem, que foi adiada para depois da decisão. Ele quer a categoria de joelho após uma derrota judicial para poder negociar? Quem quer negociar, negocia independente de decisão judicial. Espero que as pessoas que defendiam essa causa, possam continuar a defender e não mudem de lado”, destacou.

Jornal Midiamax